Coronavírus: nas últimas 24 horas, Itália teve uma morte a cada 3,3 minutos

Equipe médica coleta um paciente de uma ambulância na Itália

A cada três minutos e meio, aproximadamente, uma pessoa morreu na Itália devido ao novo coronavírus nas últimas 24 horas.

O coronavírus já matou mais pessoas na Itália do que em qualquer outro país. Houve 427 mortes em um dia.

O número total de mortes pelo vírus no país agora é de 3.405, mais do que na China, onde o vírus se originou no ano passado.

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Houve 3.245 mortes relatadas no país asiático, mas há dúvidas sobre a confiabilidade dos dados.

Um bloqueio imposto em 12 de março na Itália foi estendido para além da data final prevista de 25 de março. Quase todos os italianos foram instruídos a ficar em casa.

Apesar dessas medidas, o número de novos casos e mortes continua a crescer.

A China confirmou que não teve novos casos domésticos na quarta-feira (18/03) pela primeira vez desde o início do surto, um marco importante.

Mas relatou 34 novos casos entre pessoas que haviam retornado recentemente à China. O número total de casos no país - mais de 81.000 - ainda é muito superior ao da Itália, que possui 41.035.

Um bloqueio imposto em 12 de março na Itália foi prorrogado

O que está acontecendo na Itália?

A Itália fechou a maioria das empresas e proibiu reuniões públicas em todo o país em 12 de março, enquanto tentava impedir a propagação do vírus.

Bares, restaurantes e a maioria das lojas fecharam, assim como escolas e universidades.

O bloqueio foi prorrogado e o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, disse que a medida ajudou a evitar "o colapso do sistema".

Mas ele disse ao jornal Corriere della Sera que "não poderemos voltar imediatamente à vida como antes", mesmo quando as medidas foram encerradas.

Um relatório do Istituto Superiore di Sanita sobre as mortes na Itália de 2.003 pessoas confirmadas como positivas para o coronavírus descobriu que três regiões, todas no norte, foram de longe as mais atingidas.

Alguns estudos apontam para o grande número de idosos nas regiões afetadas, e que uma grande proporção de pessoas de 18 a 34 anos vive em casa com eles.

Diferentes demografias em outros países podem ter ajudado a manter o número de mortos mais baixo.

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