Coronavírus: o mapa interativo que mostra as medidas e tipos de isolamento adotados na América Latina

Equipe de Jornalismo Visual - Da BBC News Brasil em Londres
Países da América Latina

Com medidas que vão desde recomendações para que os cidadãos fiquem em casa até divisões por gênero na hora de sair às ruas, os países da América Latina tentam impedir que o contágio pelo novo coronavírus sobrecarregue seus sistemas de saúde — em alguns casos, já enfraquecidos.

No mapa interativo abaixo mostramos quão rígido é o nível de quarentena adotado em cada país, segundo a seguinte classificação:

  • Mais restritivo: Há toque de recolher ou restrições obrigatórias de circulação de pessoas e medidas punitivas como multas, prisão ou divisão por gênero;
  • Restritivo: Há toque de recolher ou restrições obrigatórias de circulação de pessoas;
  • Médio alto: Há restrições de circulação mais brandas e sem toque de recolher;
  • Médio: Os governos recomendam (não obrigam) a restrição de movimentos, mas Estados ou regiões podem impor medidas;
  • Sem restrições: Não há nenhuma medida restritiva.

Diante da situação dramática de países europeus como Itália e Espanha, além dos Estados Unidos, os primeiros governos latinos a registrar casos responderam com imposições de quarentenas duras, proibindo a livre circulação de pessoas e veículos e, em alguns casos, fechando fronteiras.

Mas em países como Brasil e México, os governos fizeram apenas recomendações de distanciamento social, e deixaram que os Estados e municípios decidissem por medidas mais específicas de quarentena.

No Brasil, todos os 27 Estados, incluindo o Distrito Federal, fecharam as escolas e cerca de 20 deles ainda mantém fechados lugares de culto religioso, academias, parques e comércio não essencial.

O presidente Jair Bolsonaro defende o afrouxamento das medidas para evitar danos à economia e chegou a ameaçar liberar o comércio através de medida provisória. No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizou ao menos duas vezes que os Estados têm autonomia para manter suas decisões.

Na última semana, alguns Estados voltaram a permitir a reabertura de lojas e shopping centers, mas outros governos estaduais pedem na Justiça que os municípios sejam impedidos de fazê-lo.

No México, o governo suspendeu aulas e proibiu aglomerações, além de pedir que a população fique em casa "se não for indispensável" sair.Nas últimas semanas, Argentina e Colômbia ambas em isolamento social obrigatório, passaram a permitir que a população saia de casa durante uma hora por dia para fazer atividade física, além das compras essenciais.

Já na Nicarágua, o governo enfrenta críticas por não ter adotado nenhuma medida de distanciamento ou quarentena, e ter convocado manifestações nas ruas.

Várias organizações internacionais alertam para os riscos que essa postura pode trazer a um país que tem problemas como a falta de água potável.

*Esta reportagem foi publicada originalmente no dia 15 de março e está sendo atualizada conforme as mudanças em cada país.

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