Coronavírus: Polícia Militar do Rio atua no 'cordão de isolamento sanitário' da capital

Louise Queiroga

RIO — Com o início do "cordão de isolamento sanitário" da cidade do Rio à 0h deste sábado, seguindo o decreto assinado pelo governador Wilson Witzel, foi definido um planejamento especial para a Polícia Militar do estado visando a ampliar o isolamento social e conter o avanço do novo coronavírus. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, foram registrados, até este sábado, 119 casos confirmados e três mortes pela Covid-19.

A corporação informou, por meio de um comunicado, que o foco principal das atuações será garantir o isolamento da capital do estado, com 99 infecções. Foi proibido o trânsito de ônibus intermunicipais e carros de aplicativos com as outras cidades da Região Metropolitana.

Confira restrições determinadas pelo decreto governamental

Foram estabelecidas, portanto, barreiras de contenção para controlar o acesso em 14 estações da SuperVia, na Zona Norte do Rio e em municípios da Baixada Fluminense, em três estações do metrô e nas estações da barcas.

De acordo com a concessionária da Ponte Rio-Niterói, não houve interdição na via para carros de passeio, mas a Ecoponte disse, em nota, que reforça "os apelos do poder público para respeitar as medidas de prevenção à disseminação do coronavírus".

"Baseado nos princípios do policiamento preventivo e de proximidade, o planejamento estará integrado à atividade de rotina da Polícia Militar, que empregou todos os recursos humanos e materiais necessários, podendo ser ampliado caso haja necessidade", afirmou a PM.

Policiais militares atuam também, desde o último dia 14, em vias urbanas, praias, parques e áreas públicas para orientar a população que evite aglomerações e fique em casa.

"Nos casos de desobediência, os policiais militares atuarão de acordo com o protocolo interno da Corporação que estabelece o uso progressivo da força", ressaltou, acrescentando que "o infrator receberá voz de prisão, como está previsto na legislação vigente".