Coronavírus: Prefeito no Paraguai reforça fronteira com o Brasil cavando trincheiras

O prefeito de Ypejhú, Emigdio Morel, no departamento de Canindeyú, no Paraguai, determinou que a fronteira com o município brasileiro de Paranhos, no Mato Grosso do Sul, fosse reforçada por meio de trincheiras. Com o objetivo de evitar a circulação de pessoas diante da pandemia do novo coronavírus, a passagem foi totalmente bloqueada, seja a pé ou por algum transporte. A prefeitura paraguaia utilizou maquinaria institucional e contou com apoio da polícia.

— A maior preocupação é que as pessoas não tomem consciência — disse Morel em entrevista de vídeo que ele compartilhou em sua página no Facebook.

O delegado Luis Bordón afirmou aos jornais do país vizinho que a área de fronteira tem aproximadamente 15 quilômetros, com 31 pontos de acesso usados clandestinamente. Ele explicou que não é possível ter um controle total, então as fendas foram cavadas numa extensão de cinco quilômetros, nas principais travessias. Os poços têm um metro de profundidade e foram criados em 15 acessos improvisados.

Há seis agentes de prevenção do Paraguai vigiando a fronteira, seis do Grupo de Operações Especiais (GEO), três de investigações e seis soldados com uma tarefa de 24 horas.

"Estamos fazendo isso do lado paraguaio porque a falta de conscientização é muito grande, nosso povo não entende, e brasileiros não estão tomando as medidas necessárias. A fronteira por terra é muito longa e a maior parte é plana, por isso foram feitas as trincheiras, porque não seremos capazes de cobrir tudo", disse Bordón à imprensa local.

Bordón especificou que o contingente de policiais uniformizados que vigiam a fronteira é composto por 6 funcionários de prevenção, 6 do Grupo de Operações Especiais (GEO), 3 de investigações e 6 soldados com uma tarefa de 24 horas.

"Há áreas em que se pode dizer que é terra de ninguém. Estamos muito preocupados e no Brasil existem vários casos de coronavírus. Se um caso aparecer (na cidade), não poderemos dar uma resposta, pois não temos médico nem nada. Só temos que nos proteger", ele disse ao "Ultima Hora".