Coronavírus: primeiro-ministro da Inglaterra quer jogos com torcida apenas após vacina

Os clubes da Premier League já se articulam para retomar a competição, mas os torcedores só deverão voltar a frequentar os estádios ingleses após a criação de uma vacina contra a Covid-19, o que ainda pode demorar a acontecer.

De acordo com o jornal "The Sun", essa é a visão do primeiro-ministro Boris Johnson e dos principais membros de seu governo. Enquanto não houver uma vacina para combater o coronavírus, não será seguro permitir aos fãs que se aglorem nas arquibancadas.

Em um primeiro momento, o governo britânico já descarta a presença de torcida em partidas realizadas, no mínimo, até setembro. Essa medida ainda pode se estender. No calendário desenhado pela Uefa e ligas nacionais, o futebol doméstico seria encerrado no continente até o fim de julho, com a reta final da Liga dos Campeões sendo disputada em agosto.

Ainda segundo o jornal inglês, o governo local publicará nesta segunda-feira um documento de 40 páginas no qual detalhará todo o seu plano para a retomada do esporte. O impacto dessas medidas deverá ser sentido de maneiras distintas por clubes de diferentes portes, que ficarão sem as receitas de match day (bilheteria e outros serviços nos estádios, por exemplo) por tempo indeterminado.

Chris Whitty, o principal conselheiro médico de Boris e sua equipe, afirmou no dia 22 de abril que as chances de uma vacina ser desenvolvida ainda neste ano eram "incrivelmente pequenas".

Na Alemanha, onde a bola voltará a rolar no próximo fim de semana, a presença de público está vetada até o desenvolvimento da vacina, como comunicou o ministro da saúde Hugo de Jonge.