Coronavírus: profissionais da saúde fazem protesto em diversos pontos da cidade

Gilberto Porcidonio
Uma das faixas foi colocada na passarela da Rocinha, Zona Sul da cidade

RIO - Um protesto do coletivo Nenhum Serviço de Saúde a Menos, que reúne profissionais de saúde do Estado que trabalham na rede pública de Saúde, estendeu faixas com em pontos estratégicos da cidade na manhã deste feriado do Dia do Trabalhador.

As faixas estendidas diziam “Quarentena geral para não adoecer, renda mínima para sobreviver, leitos para todos não morrer!”, e foram deixadas na passarela da Rocinha; na Avenida Princesa Isabel, em Copacabana; no trecho da Avenida Brasil na frente da Fiocruz, em Manguinhos; e na frente do Hospital Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O ato, que foi articulado pelo grupo que surgiu em 2017 para defender o SUS após o anúncio do fechamento de 11 Clínicas da Família na Zona Oeste da cidade, pretende chamar a atenção dos governantes e também da população para os três tópicos abordados durante a pandemia do novo coronavírus.

— Hoje mesmo já há uma campanha, a Leitos para Todos, feitas por acadêmicos e no sentido de unificar todos os leitos em uma lista única com regulação do Estado para que se tenha um melhor acesso. Estamos vendo que tem milhares de hospitais públicos com leitos fechados e que a rede privada, muitas vezes, está ociosa — disse o membro do coletivo e diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos do Rio Janeiro, Carlos Vasconcellos.

Nesta sexta-feira, a Prefeitura também homenageou os profissionais da saúde com o lançamento de clipe da Orquestra Virtual, um grupo formada por alunos da rede municipal de ensino. No clipe, os oito jovens jovens interpretam a canção “Enquanto houver sol”, dos Titãs, com cada um tocando e cantando de sua casa, respeitando, assim, o distanciamento da quarentena.

De acordo com o SinMed/RJ, 13 médicos e 50 profissionais da saúde já morreram no Estado por conta do Covid-19.