Coronavírus: psicólogo fala da importância de netos manterem contato com os avós

Guilherme Caetano e Eduardo Vanini
É importante frisar aos idosos que o afastamento é temporário

Na medida em que o novo coronavírus se alastra pelo Brasil, mais famílias veem a relação de netos e avós ser estremecida, embora por uma boa razão. A doença apresenta mais riscos a idosos e pessoas com doenças crônicas. Por isso, o melhor a se fazer é manter a distância.

 

Ligações de vídeo têm sido uma alternativa para driblar a saudade. É assim que a stylist Nathalia Gastim tem mantido contato com o avô José, de 90 anos, diariamente. Ela mora no Rio, e ele, em Nova Friburgo.

— Ele é extremamente ativo e não está acostumado a ficar em casa. Estou mantendo esse contato mais frequente pela saúde mental dele. Ao fim da ligação, sempre falo mais de uma vez que o amo. É um estímulo.

Demonstrações de afeto como essa serão ainda mais essenciais daqui para frente, segundo o psicólogo Alexandre Bez.

— É importante fazê-los entender o quadro como distanciamento, e não isolamento, frisando que são medidas necessárias e passageiras — diz ele, frisando que isso é ainda mais fundamental para aqueles que vivem longe de suas famílias, já que a situação pode despertar quadros de depressão e ansiedade: — E uma pessoa idosa, quando acometida por uma depressão, pode ir a óbito.

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