Coronavírus: saiba como ajudar quem precisa em tempos de isolamento social

Carolina Mazzi
1 / 8

INFOCHPDPICT000087799199

No galpão da Ação da Cidadania, na Rua Barão de Teffé, no Rio, colaboradores embarcam doações para levar para as comunidades carentes.

As medidas de isolamento social para os que podem ficar em casa são fundamentais para evitar o avanço da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Neste momento, muitas pessoas perderam suas fontes de renda e passaram a contar com a ajuda de doações, seja de alimentos, itens de higiene ou financeiras. Locais essenciais na luta contra a pandemia — instituições de pesquisa e hospitais (bem como seus profissionais de saúde) — também têm se organizado para receber contribuições.

 

Além de cuidados como ficar em casa, higienizar as mãos e usar máscaras, exitem outras formas de ajudar na luta contra os vários efeitos da pandemia: contribuindo com o trabalho de ONGs, institutos e campanhas. Uma delas é a Central Única de Favelas (Cufa), que distribui alimentos e outros insumos para famílias em mais de cinco mil comunidades de todo o país. A instituição tem um canal para receber doações financeiras de empresas e pessoas físicas, e divide os valores que já chegam a R$ 60 milhões. No programa Mães da Favela, a Cufa distribui a mulheres chefes de família o valor equivalente ao custo de uma cesta básica (R$ 120).

 

— Além de fazermos toda a logística de distribuição dos alimentos e produtos, também recebemos doações direto em nossas sedes, para quem não quer ou não pode fazer a doação financeira. Temos visto um engajamento importante de pessoas e empresas parceiras nessa época da Covid-19. E tudo é auditado para ter a maior transparência possível — explica Celso Athayde, fundador da Cufa.

 

Além de doações a instituições e campanhas, ajudar quem precisa no dia a dia também é importante. Fazer compras para um vizinho idoso e comprar dos pequenos comerciantes locais — que tendem a sofrer mais com o fechamento da economia — são medidas que contribuem para que todos enfrentem a pandemia.

 

— Nós somos seres sociais. Contribuir com o bem-estar coletivo nos faz sentir menos sozinhos e saber que podemos contar com o próximo — explica a psicóloga Ana Paula Poveda.