Coronavírus: Trump pede para que americanos comprem 'um pouco menos'

RIO — O presidente americano Donald Trump pediu para que a população compre "um pouco menos", dois dias após declarar emergência nacional por coronavírus. O medo de desabastecimento provocou uma corrida aos supermercados — segundo Trump, o comércio está, no mínimo, três vezes maior do que o normal.

De acordo com Trump, os americanos estão comprando tanto quanto no Natal, período em que as vendas batem recorde. Mas a correria aos mercados, assegurou, não é necessária.

Entre as providências tomadas pelo comércio, disse Trump, estão o recebimento de mercadorias por 24 horas ao dia, em uma tentativa de não evitar desabastecimento.

— Os supermercados estão comprometidos a ficarem abertos durante a crise — afirmou.

Além de observar o consumo dos americanos, Trump reconheceu que a Casa Branca deve proteger os idosos, o grupo da população mais vulnerável ao contágio viral. Também afirmou que o governo está observando como outros países estão lidando com a pandemia.

Na semana passada, em um pronunciamento na TV, Trump suspendeu viagens da Europa para os EUA por 30 dias, afirmando que a medida conteria a entrada do coronavírus no país. Dias antes, quando anunciou a criação de uma força-tarefa contra o surto, cogitou fechar a fronteira americana com o México.

O governo americano também pediu informações ao brasileiro na semana passada, conforme antecipou o colunista Lauro Jardim, após o anúncio de que o secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, está com coronavírus. O chefe da pasta participou de um jantar oferecido por Trump a Jair Bolsonaro.