Coronavac, fundo partidário, 'acabou, p*': relembre ataques e recuos de Bolsonaro

·2 minuto de leitura

RIO -

ALGUNS DOS RECUOS DE BOLSONARO

'Acabou, porra!'

Em maio de 2020, Bolsonaro já enfrentava um embate com Alexandre de Moraes. À época, ao reagir sobre uma operação da Polícia Federal que cumpria mandados de busca e apreensão em endereços ligados a empresários e blogueiros por divulgar fake news, o presidente disse:

— 'Acabou, porra! Me desculpem o desabafo. Acabou! Não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais, tomando de forma quase que pessoal certas ações" — declarou, referindo-se ao ministro do STF.

Parceria na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro também mudou de tom ontem em relação à China, durante a reunião virtual de líderes do Brics, o bloco formado por Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul. Bolsonaro, que já insinuou que o coronavírus teria sido criado intencionalmente pelo governo chinês, elogiou a parceria entre os países na pandemia.

Vacinas para todos

Após meses colocando em dúvida a eficácia de vacinas contra a Covid, Bolsonaro mudou seu discurso em janeiro deste ano e afirmou que os imunizantes são importantes para que a “economia não deixe de funcionar”. Bolsonaro também se disse favorável à compra de 33 milhões de doses de vacinas por empresas.

Fundo partidário turbinado

Após o Congresso aprovar a proposta que estabeleceu o valor de R$ 2 bilhões para o fundo eleitoral para a disputa municipal de 2020, Bolsonaro sinalizou que vetaria. Depois recuou e afirmou que a sanção é “uma obediência à lei”, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade previsto na Constituição.

Afago às igrejas

O presidente admitiu ter pedido a elaboração de um parecer analisando a proposta sobre um possível subsídio nas contas de luz de templos religiosos. Após a repercussão negativa da declaração, no entanto, Bolsonaro disse que as discussões foram encerradas. Segundo Bolsonaro, a proposta seria contrária à política do Ministério da Economia de não conceder mais subsídios.

Ajuda aos partidos

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, em maio de 2019, um projeto que isenta partidos de punições por determinadas infrações da legislação eleitoral, como não investir o mínimo exigido de recursos na promoção de participação da mulher na política. Também são beneficiados diretórios municipais que não prestaram contas de acordo com a legislação. Um dia depois da sanção e da publicação no Diário Oficial da União, Bolsonaro negou que tivesse sancionado o projeto e criticou a imprensa, dizendo que os veículos mentiam.

Aval para fusão

Bolsonaro manifestou preocupação com a cláusula que permitiu à Boeing a compra dos 20% da Embraer no processo de fusão das empresas após cinco anos. O governo detém participação na empresa brasileira com "golden share", uma ação de classe especial que permitiria veto à operação. Mas, dias depois, o presidente deu aval ao negócio, no qual a Boeing.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos