CoronaVac: insumos para retomar produção da vacina devem chegar no dia 26, diz Doria

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO - O Instituto Butantan deve receber em 26 de maio uma remessa de 4 mil litros de insumos da CoronaVac. A nova data para a chegada da matéria-prima da vacina contra a Covid-19 foi anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na tarde desta segunda-feira pelas redes sociais.

Segundo ele, a previsão foi comunicada pela China ao Butantan na manhã desta segunda. O lote deve render a produção de 7 de milhões de doses da CoronaVac, divulgou ainda. Atualmente a produção da vacina no Brasil está parada por falta de IFA (ingrediente farmacêutico ativo).

Também nesta segunda, a Fiocruz, que produz a vacina de Oxford/AstraZeneca no país, ganhou novas perspectivas de recebimento de insumos. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, dois lotes partirão da China nesta sexta-feira, com quantidade suficiente para a fabricação de 18 milhões de doses.

A falta de IFA se tornou um tormento para as duas instituições nos últimos dias. Com o produto que restava, o Butantan conseguiu fazer entregas de vacinas ao Ministério da Saúde até a última sexta-feira, mas o envase de mais doses ficou sem data para acontecer. O anúncio de que o material deve chegar da China vem depois de uma espera de semanas, em que os possíveis envios foram sendo adiados.

O governo de São Paulo afirma que a demora não se deve à Sinovac, farmacêutica chinesa que criou a CoronaVac, uma vez que os insumos já foram preparados e liberados pelo laboratório, mas, sim, à falta de autorização de autoridades chinesas, que são responsáveis por liberar o embarque. Esse entrave, de acordo com a gestão Doria, é diplomático, motivado por uma série de falas contrárias à China proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, nas últimas semanas.

Com o atraso, o Butantan já anunciou que o calendário de entrega de doses ficará comprometido em maio, mas que pode ser compensado ao longo de junho se as próximas remessas não passarem pelo mesmo problema na China. A disponibilização da vacina, no entanto, não é imediata após a chegada do IFA. A produção de doses no Butantan tem um ciclo de cerca de 20 dias. Só depois disso é que as vacinas podem ser usadas na campanha contra a Covid.

A ausência da CoronaVac em alguns municípios brasileiros já provocou atrasos na aplicação das segundas doses em parte do público. Outra consequência foi a sua suspensão temporária nas primeiras doses, que têm sido então de AstraZeneca e Pfizer.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos