CoronaVac: as respostas às dúvidas dos pais sobre a vacinação de crianças a partir de 3 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quarta-feira a CoronaVac para crianças a partir de três anos de idade. Até então, o imunizante era usado apenas a partir dos seis anos. O início da vacinação dessa faixa etária ainda depende do Ministério da Saúde, mas a expectativa, é que ocorra em breve.

Esse passo é fundamental não só para reduzir a circulação do novo coronavírus e ajudar a chegarmos no fim da pandemia, mas também para proteger essa população. Embora as crianças sejam menos suscetíveis à infecção e a casos graves do que adultos, elas não são inócuas. A edição mais recente do boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira, revelou que a Covid-19 já é responsável pela maior parte dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em crianças de até quatro anos.

Confira abaixo o esclarecimento para as principais dúvidas sobre o tema.

Sim. Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Millennium de Imunologia e Imunoterapia de Santiago, no Chile, concluíram que a CoronaVac é segura e eficaz em crianças a partir de 3 anos. Os cientistas sugerem também que o imunizante é capaz de proteger contra as variantes de preocupação — como a Delta e a Ômicron.

Outro trabalho, realizado no Brasil, mostrou que a aplicação da CoronaVac em crianças de três a cinco anos gerou menos efeitos colaterais em relação à vacina da Pfizer, por exemplo. Não houve eventos adversos graves, hospitalizações e mortes registradas na pesquisa em todas as faixas etárias.

Em entrevistas anteriores, pediatras e infectologistas disseram ao GLOBO que a CoronaVac seria uma vacina adequada às crianças em questão de segurança e resposta imune por utilizar uma plataforma muito tradicional (a de vírus inativado), usada há décadas em diversas vacinas aplicadas rotineiramente nesse público.

Sim. Dados de vida real de mais de 516.250 crianças entre 3 e 5 anos, de um estudo conduzido no Chile durante o avanço da Ômicron, mostram que a vacina ofereceu uma proteção de cerca de 65% contra hospitalização e 38% contra infecção pela Covid-19 neste público. Outro estudo ao qual O GLOBO teve acesso, realizado no Brasil, revelou que a CoronaVac gerou de três a quatro vezes mais anticorpos neutralizantes nas crianças de 3 a 5 anos em relação aos adultos. Na comparação com o público de 6 a 17 anos, o número de células de defesa dobrou.

O imunizante teve seu uso autorizado no Chile em crianças a partir de três anos, em novembro do ano passado. A CoronaVac também já é utilizada em crianças pequenas na China, Colômbia, Tailândia, Camboja, Equador e Hong Kong.

Sim, ao contrário da vacina da Pfizer, que prevê formulações diferentes para as faixas etárias, a CoronaVac utiliza doses iguais.

O intervalo entre a primeira e segunda dose é de 28 dias, o mesmo utilizado em crianças a partir de seis anos, adolescentes e adultos.

Ainda não, mas a Pfizer disse ao GLOBO que estava preparando a documentação para solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vacinar bebês a partir de 6 meses até crianças de 5 anos com a vacina contra Covid-19. A aplicação do imunizante nessa faixa etária foi autorizado recentemente nos Estados Unidos.

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