Coronavírus: Brasil demorou 44 dias para ter mil mortes e 7 dias para dobrar o número

João Conrado Kneipp
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Gravediggers wearing protection against contamination bury the body of a dead man on suspicion of Covid-19 in the cemetery of Vila Alpina, east side of Sao Paulo, on April 3, 2020. In the morning alone, five burials were held of suspects of the disease, while about 150 graves have already been opened, ''waiting'' for the victims the new coronavirus. It is estimated that there will be 300 in all until the senana comes, when the daily number of burials should jump from 12 to 30 per day (Photo by Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images)
Primeira morte no Brasil pela Covid-19 ocorreu dia 17 de março. (Foto: Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images)

Foram 44 dias a partir da notificação oficial do primeiro caso do novo coronavírus para que o Brasil atingisse o número de mil mortes. Em uma semana, o número de vítimas fatais da Covid-19 mais que dobrou, ultrapassando os 2 mil mortos nesta sexta-feira (17).

O Brasil confirmou o primeiro caso de Covid-19 em 26 de fevereiro. Um homem de 61 anos de São Paulo contraiu o coronavírus em viagem à Itália, que tem alta taxa de casos da doença.

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Já o patamar de mil mortes foi atingido no dia 10 de abril, quando o Ministério da Saúde atualizou para 1.056 os óbitos em decorrência da Covid-19. Naquele mesmo dia, o Brasil tinha 19.638 casos confirmados da doença.

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Passada exatamente uma semana, o Brasil chega, nesta sexta (17), ao número de 2.141 mortes e 33.682 casos, conforme os dados divulgados pela pasta, agora comandada por Nelson Teich. Em uma semana, foram 1.087 novas mortes (aumento de 103,13%), e 14.044 novos casos (crescimento de 71,5%).

NOVO RECORDE DE MORTES

Somente entre quinta e sexta, o Brasil registrou 217 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, o maior número diário desde o início da pandemia. O país também teve o maior incremento diário no número de casos, com alta de 3.257.

O recorde anterior de mortes registradas em um único dia havia ocorrido tanto na última terça quanto na quarta-feira passada, quando 204 óbitos foram computados em cada um desses dias. Também na quarta foi registrado o recorde anterior de aumento de casos, de 3.058.

A primeira morte foi confirmada 20 dias depois, em 17 de março. O paciente era um homem de 62 anos que tinha diabetes e hipertensão. Ele estava internado na UTI do Hospital Sancta Maggiore Paraíso desde o dia 14 e morreu no dia 16. Ele não tinha histórico de viagem para o exterior.

O Exército enviou a municípios do Rio e do Espírito Santo, nesta semana, um questionário perguntando, em caráter de urgência, a capacidade de cidades realizarem sepultamentos em massa. Os documentos foram endereçados a diferentes postos de recrutamento e mobilização que estão sob ingerência da 1ª Região Militar do Comando Militar do Leste.

“Em atenção ao documento contido na referencia, solicito aos senhores chefes dos postos de recrutamento e mobilização o apoio das juntas de serviço militar que seja realizado um levantamento de dados estatísticos referentes à quantidade de cemitérios, disponibilidade de sepulturas e capacidade de sepultamentos diários em suas respectivas áreas de responsabilidade”, diz o documento, assinado pelo coronel Luiz Mauro Rodrigues Moura, chefe da sessão de serviços da 1ª Região Militar, que abrange os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

SP TEM 1 MORTE A CADA 30 MIN

O Estado de São Paulo registrou, nesta semana, uma morte a cada 30 minutos por conta do novo coronavírus. O balanço é da Secretaria de Saúde do Estado, em dados divulgados na quinta-feira (16). Ao todo, o estado comandado por João Doria (PSDB) soma 928 óbitos pela Covid-19, com um média de 60 por dia.