Coronavírus: Brasil tem 359 mortes e 9.056 casos confirmados, diz Ministério da Saúde

Réplica do Cristo Redentor, nas areias de Copacabana, recebeu uma máscara. (Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)

O Ministério da Saúde atualizou, na tarde desta sexta-feira (2), para 359 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus. O número representa um aumento de 60 óbitos nas últimas 24 horas no país, ultrapassando a máxima de 58 atingida entre quarta e quinta.

Já o número de pessoas infectadas no país subiu para 9.056 casos, o que seria um acréscimo de 1.146 casos confirmados. A letalidade informada da doença seria de 4%.

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Na coletiva desta sexta, o ministro Luiz Henrique Mandetta anunciou, antes de revelar os dados, que haveria um “natural aumento de casos”, mas ressaltou preocupação especial com a capital Manaus.

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“Manaus começa a entrar no nosso radar como um ponto de ascendência rápida da curva. Ao lado de Fortaleza, no Ceará, seguido de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília”, afirmou o ministro.

‘SUPERADA COM DOR’

Mandetta também afirmou que a epidemia será superada com dor, e que ele não vai "tampar o sol com a peneira". Mandetta destacou ainda cinco cidades que preocupam: São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Manaus e Brasília. Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta, o vírus já infectou 9.056 pessoas no país, matando 359.

“Não existe superar sem dor. Serão semanas duras. Serão dias difíceis. Não estamos aqui para tampar o sol com a peneira não. Mas faremos com o máximo da nossa inteligência, com o máximo do nosso denodo, sempre pensando no paciente, sempre pensando na preservação do maior número de vidas”, disse Mandetta.

Segundo ele, a ideia é fazer um "painel nacional" para enfrentar a epidemia:

“Quando tiver um problema maior na cidade A, a gente vai à cidade B, que está calma, reforça um pouco aqui, e vai trabalhando esse nosso barco com muita dificuldade. Mas vamos ver se a gente consegue ir balanceando e utilizando a a vantagem que a gente tem, de ter o Sistema Único de Saúde.”

O ministro disse que está preocupado com todo o Brasil, e que mesmo uma "cidade pequenininha" pode ter problema. Mas ele chamou atenção para alguns grandes centros do país. É o caso das duas maiores cidades brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro.

“É claro que nós temos uma cidade muito grande como é São Paulo, que tem 22 milhões na Grande São Paulo, que uma espiral ali seria muito intensa. Temos um Rio de Janeiro, que a gente tem chamado atenção desde o início, que tem áreas de exclusão social com muita aglutinação de pessoas, difícil de fazer isolamento”, disse Mandetta.

Sobre a capital do país, o ministro disse:

“Brasília, pelo fato de inúmeros voos internacionais, e muitas pessoas domésticas, voos de São Paulo, voos do Rio o dia inteiro para cá quando o Congresso está aberto, quando ela está efervescente. A cidade é uma cidade cosmopolita. Por isso Brasília também um índice elevado.”

com agência O Globo