Coronavírus: discurso de Bolsonaro foi feito no "gabinete do ódio" com a ajuda de Carlos

TOPSHOT - Brazilian President Jair Bolsonaro speaks to the press during the ceremony in which Lieutenant-Brigadier Antonio Carlos Moretti takes the helm of the Brazilian Air Force, at Brasilia's Air Base on January 4, 2019. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Muitos dos auxiliares mais próximos do presidente Jair Bolsonaro foram pegos de surpresa com seu discurso na noite de ontem sobre o fim do confinamento em massa na luta contra o novo coronavírus.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o discurso foi preparado no gabinete presidencial em segredo e teve a participação de poucos. O filho de Bolsonaro, Carlos (PSC-RJ), tido como o mais radical da família, teve influência direta no texto.

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O jornal também apontou que estiveram por lá outros membros do chamado “gabinete do ódio”, liderados por Carlos, e que são responsáveis pelas redes sociais do presidente.

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Até o final da tarde, poucos assessores sabiam que Bolsonaro iria fazer uma declaração em cadeia de rádio e TV. Essa decisão foi tomada após reuniões com governadores do Sul e Centro-Oeste.

Bolsonaro vinha sendo elogiado por membros do governo exatamente por se abrir mais ao diálogo com governadores na questão da covid-19, doença que matou até o momento 46 pessoas. 

Na fala, Bolsonaro falou novamente em “cenário de histeria criado pela imprensa” e que a mídia “passou uma sensação de pavor à população”. E defendeu a reabertura das escolas e do comércio.

Depois do discurso, o presidente foi alvo de panelaços e críticas de lideranças políticas, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.