Coronavírus: "A morte não escolhe bolsonarista ou petista", diz Doria

Sobre máscaras de proteção, Doria disse que o sistema prisional paulista produz 50 mil peças por dia (Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), começou sua coletiva de imprensa desta quinta-feira repercutindo um tweet de mais cedo em que se “alinhava”, de certa forma, ao ex-presidente Lula, rival histórico do governador tucano.

“Não pauto minhas ações por conveniência, e sim por convicção. A morte não escolhe bolsonarista ou petista. Não esperem de mim fazer política em velórios. Não é hora de politizar ou partidarizar, sim de cuidar e salvar”, falou Doria no Palácio dos Bandeirantes.

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O governador também contou que fez uma reunião com os governadores do Sul e Sudeste a respeito do combate ao novo coronavírus. “Esses sete Estados são responsáveis por 71% do PIB brasileiro e têm 70% da população do país. E também são os que mais estão sofrendo com a covid-19. Por isso, peço ao governo federal que tenha um olhar proporcional para esses sete Estados”, analisou.

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Doria disse que do encontro com os sete governadores - Romeu Zema (MG), Wilson Witzel (RJ), Renato Casagrande (ES), Eduardo Leite (RS), Ratinho Jr (PR), Carlos Moisés (SC), além do próprio governador de São Paulo - foi elaborada uma carta de pedidos ao presidente Jair Bolsonaro, ao ministro da Fazenda, Paulo Guedes, e outras autoridades financeiras do governo federal. Entre as reivindicações estão o adiamento por 12 meses do pagamento da dívida com a União, do pagamento do Pasep, assim como pendências com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O secretário estadual da Saúde, José Henrique German, explicou sobre a denúncia de que casos do novo coronavírus não estariam sendo notificados. “Todo paciente que passa por uma avaliação médica, passa por alguma notificação, seja de gripe, covid-19 ou de qualquer outra doença. Não há nenhuma diretriz para que casos não sejam notificados”, colocou.

German também disse que os 200 exames de possíveis vítimas fatais do novo coronavírus estão sendo processados e devem ter o resultado divulgado até o final desta tarde.

O secretário citou que São Paulo, até o momento, tem 2.981 casos confirmados, com 165 mortes, uma taxa de pouco acima de 5% de mortalidade. German também disse que 20% dos pacientes em São Paulo estão internados, seja em UTI ou na enfermagem.

Sobre máscaras de proteção, Doria disse que o sistema prisional paulista produz 50 mil peças por dia e esse número pode chegar a 4 milhões de unidades.

Já o prefeito Bruno Covas anunciou que partir desta quinta 273 mil crianças irão receber um cartão-alimentação - 55 reais para aquelas que estão no ensino fundamental, 63 reais para o ensino infantil e 101 reais para alunos de creches.