Ministro orienta brasileiros a evitarem viagem para Europa por causa do coronavírus

Equipe HuffPost

O avanço do coronavírus pelo mundo pode afetar sistemas de saúde, mercados, bolsas de valores, negócios e também as suas férias. De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para os brasileiros com viagem marcada para Europa, ou outras regiões com casos confirmados da doença, vale a regra do “bom senso”.

“As pessoas estão inseguras, a epidemia de informação traz essa sensação de ansiedade e insegurança. Mas se você puder evitar a ida para outros países, evite. Se a viagem não for extremamente necessária, espera para ver como isso [o vírus] se comporta”, afirmou o ministro durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (26).

O Brasil teve o seu primeiro caso de coronavírus confirmado na última terça (25). O paciente, um homem de 61 anos, desembarcou de uma viagem na Itália, com escala em Paris, e apresentou os sintomas de febre, tosse e coriza poucos dias após o seu retorno. No País, há 20 casos sob suspeição e outros 59 já foram descartados. Segundo os especialistas, o período de incubação do vírus, que pode ser assintomático, é de 14 dias.

Além da Itália, outros 15 países estão na lista de monitoramento e atenção do Ministério da Saúde. São eles: Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã e Camboja, além da China. 

Segundo o ministro Mandetta, não há previsibilidade sobre como o vírus vai se comportar no Brasil, um país de clima tropical. “A gente vai trabalhar com os possíveis cenários, e caso eles se tornem realidade, a gente vai se adaptando. Já enfrentamos uma epidemia mais forte, em 2009, com os casos de H1N1”, disse. 

O ministro afirmou ainda que não há indicação para que o País tenha restrição de voos ou feche as suas fronteiras. De acordo com Mandetta, “não há eficácia em bloquear o trânsito das pessoas”.

“O mundo é conectado. A gente não vai parar...

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