Coronavírus: Governo gastou R$ 11 mi com estudo de vermífugo sem comprovação científica

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Brazil's Minister of Science and Technology Marcos Pontes speaks during the Opening Ceremony of the Main Space Operations Center of the Geostationary Defense and Strategic Communications Satellite at the Aerospace Operations Command, in Brasilia, Brazil, on Tuesday, June 23, 2020. (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

O Ministério da Ciência e Tecnologia repassou R$ 11 milhões testar o uso do vermífugo nitazoxanida, cujo nome comercial é Annita, no tratamento do novo coronavírus. O medicamento não tem eficácia cientificamente comprovada, a exemplo da hidroxicloroquina, no combate à doença.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a pasta chefiada por Marcos Pontes bancou dois estudos clínicos realizados pela UFRJ. O ministro, que testou positivo para Covid-19, afirmou ter utilizado o medicamento, chamando-o de “remédio secreto”.

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Coordenadora do projeto, Patrícia Rocco, chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar da universidade, disse à publicação que é preciso aguardar o fim dos testes para elaborar as conclusões do estudo.

“Infelizmente ou felizmente, não sei nada. O que acho importante, a gente não tem nenhum tipo de entendimento ou torcida. Meu trabalho é coordenar o estudo para que tenha rigidez e boas práticas”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou a apoiadores que também tomou nitazoxanida, além da hidroxicloroquina, após ter declarado que testou positivo para Covid-19.

“Eu comecei essa semana a tomar também Annita”, avisou o chefe do Executivo. Ele disse ter sido curado na semana passada, porém vem reclamando de “fraqueza” e “um pouco de infecção” no pulmão.

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