Coronavírus: Mandetta prevê 'colapso' no sistema de saúde no fim de abril

Previsão é de colapso no fim de abril, disse Mandetta. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, projetou um cenário de “colapso” no sistema de saúde brasileiro para o fim de abril diante do avanço da pandemia do novo coronavírus. A declaração aconteceu, na tarde desta sexta-feira (20), em uma videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro e empresários.

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“Claramente, em final de abril nosso sistema de saúde entra em colapso. O que é colapso? As pessoas confundem colapso com sistemas caóticos, sistemas críticos. Colapso é quando você tem dinheiro, mas não tem onde entrar (nos hospitais)”, afirmou Mandetta.

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Mandetta disse, entretanto, que pretende atuar para tentar evitar esse provável cenário. “A gente está modelando para ver se trabalhamos com algumas interrupções, segurando o máximo dos idosos que são quem leva ao colapso do sistema”, completou.

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O Ministério da Saúde atualizou, na quinta-feira (19) para 621 o número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil. Até quarta-feira, eram 428 casos confirmados.

Os dados do Ministério indicam sete mortes (5 em São Paulo e 2 no Rio). Um 6º óbito por Covid-19 foi confirmado por um hospital particular em São Paulo, mas sem confirmação por parte da secretaria.

ECONOMIA

Bolsonaro fez um apelo para que o setor produtivo do país não pare diante da pandemia do novo coronavírus. Ele reforçou que a economia não pode para, citando a necessidade de manter a produção e o transporte de remédios e de trabalhadores. E pregou a união durante a crise.

“Tendo em vista, obviamente, a situação em que o nosso Brasil se encontra, o momento é de união de todos nós, classe política, governadores, prefeitos, demais autoridades e, em especial, o setor produtivo, que agora se faz presente nesta videoconferência. Como diz o nosso ministro da Saúde, podemos ter alguns meses bastante difíceis pela frente e, há mais de um mês, o nossos governo se prepara para essa situação”, iniciou o presidente.

Bolsonaro afirmou que decidiu ouvir os empresários, no grupo representado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, para "para que algo que porventura não esteja feito de acordo com o pensamento de cada um" deles seja redirecionado e, assim, os problemas que o vírus pode ocasionar nos brasileiros sejam mitigados.

“Nós temos que correr com muita coisa, mas obviamente temos que ter responsabilidade e fazer isso tudo em cima de um planejamento. A economia não pode parar. Afinal de contas, não basta termos meios se não tivermos como levá-los ao local onde será usada, bem como os profissionais têm também que se fazer presentes nesses locais”, declarou.

“Os empresários não podem parar, porque precisamos produzir muita coisa, e não é apenas um centro de produção. Um simples remédio envolve vários outros setores para que ele seja feito, embalado, [a]condicionado e transportado. A nossa economia também não pode parar no tocante à produção de alimentos. E esta área é muito grande”, complementou.

De acordo com o presidente, o setor produtivo enviou 35 propostas ao governo federal nas últimas semanas, e uma parte considerável delas já foi implementada. Outras "estão em fase final, tendo em vista a urgência que o momento assim o requer", segundo Bolsonaro.