Coronavírus: Senador Nelsinho Trad conta angústia da doença e defende isolamento

Senador Nelsinho Trad, contaminado por coronavírus, defende isolamento Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) fez parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro que viajou no início de março aos Estados Unidos como representante do Senado. No avião, na volta, sentou na poltrona à frente do secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten.

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Dias depois começaram os sintomas da Covid-19: febre, dor de cabeça, prostração. Diante do resultado positivo para a doença pelo chefe da Secom, o senador, de 58 anos, realizou o exame que confirmou a infecção pelo novo coronavírus. Ele entrou imediatamente em isolamento domiciliar.

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Como a febre não baixava, foi ao médico que constatou que a saturação de ar estava muito baixa e recomendou a internação. Trad chegou a ficar na internado na UTI em um hospital em Brasília e teve alta cinco dias depois.

“Como disse [o médico infectologista] David Uip, você dorme contando as horas, sem saber como vai acordar. É uma angústia muito grande”, relatou Nelsinho Trad.

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Ele garante que nenhum membro da família, funcionário ou assessor teve a doença.

“Não tem outro caminho para vencer a doença que não seja o isolamento. É fundamental para achatar a curva de contágio”, defendeu o senador, que é médico.

Segundo ele, a crise pede a união entre o presidente e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 

Trad elogiou ainda a decisão de Bolsonaro de manter Mandetta no cargo. “O presidente demonstrou humildade. Mandetta é a pessoa certa para o momento. A equipe do ministério está afinada, com previsões acertadas. A saída do ministro seria uma perda muito grande”, afirmou.

Pelo menos 22 pessoas que participaram da comitiva do presidente da República que viajou aos Estados Unidos no início do mês já testaram positivo para a Covid-19, além do prefeito de Miami, Francis Suarez, que participou de eventos com a equipe de Bolsonaro.

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