Coronavírus: Apenas um de três pacientes graves sobrevive no Brasil

Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images

Somente um em cada três pacientes graves infectados com o novo coronavírus sobrevive no Brasil. A mortalidade desses doentes, que são ficam entubados em UTIs, é de 66%, índice muito superior ao de outros países ao redor do mundo. O levantamento é do Projeto UTIs Brasileiras, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) e do Epimed, ferramenta de análise de dados e desempenho hospitalar.

De acordo com o levantamento, divulgado pelo O Estado de S.Paulo, o alto nível de mortalidade se deve ao precário sistema de saúde do país e, eventualmente, ao uso indiscriminado de remédios sem eficácia comprovadas cientificamente, como a cloroquina, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Leia também

Os dados para a confecção do levantamento foram coletados entre 1.º de março e 15 de maio em 450 hospitais em todo o Brasil, envolvendo 13.600 leitos de terapia intensiva.

Os pacientes mais graves da Covid-19 estão internados em uma UTI e necessitam de um respirar para seguirem vivos. Exatamente por isso, a mortalidade desse tipo de paciente é alta em qualquer lugar do mundo. A Holanda, por exemplo, registra 44%, enquanto o Reino Unido 42%.

Os dados das UTIs são levantados a partir de questionários respondidos diariamente sobre os pacientes (como sexo e idade) e os procedimentos adotados. Os medicamentos ministrados não constam do levantamento. “Pessoalmente, acho que o uso da hidroxicloroquina tem prejudicado nossos pacientes, principalmente aqueles que evoluem com a forma grave da doença e vão para as UTIs”, afirmou Rezende. “Mas estes dados não nos permitem afirmar isto”, completa.

“A mortalidade geral na UTI é de 21%, entretanto, entre a população de pacientes mais graves, chega a 66%”, compara o coordenador do Projeto UTIs Brasileiras, o médico Ederlon Rezende. “Ou seja, de cada três pacientes que vão para a ventilação mecânica, apenas um sobrevive. Essa doença não é uma gripezinha", atesta Rezende ao jornal.

Os dados foram coletados a partir de questionários respondidos diariamente sobre os pacientes e os procedimentos adotados. Os medicamentos ministrados, porém, não constam do levantamento.

“Pessoalmente, acho que o uso da hidroxicloroquina tem prejudicado nossos pacientes, principalmente aqueles que evoluem com a forma grave da doença e vão para as UTIs”, afirmou Rezende. “Mas estes dados não nos permitem afirmar isto”, alerta o médico.

Siga o Yahoo Notícias no Instagram, Facebook e Twitter e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário.