Coronéis da PM serão investigados pelo Ministério Público por convocações para 7 de setembro

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Military Police during protest against Brazilian President Jair Bolsonaro in Sao Paulo, Brazil, May 29, 2021. (Photo by Felipe Beltrame/NurPhoto via Getty Images)
Além das manifestações pró-Bolsonaro nas redes sociais, PMs estão fretando pelo menos 50 ônibus para saírem do interior e irem para a Avenida Paulista em 7 de setembro (Foto: Felipe Beltrame/NurPhoto via Getty Images)
  • Ministério Público de SP abriu inquérito para investigar PMs que fizeram convocações para manifestação pró-Bolsonaro em 7 de setembro

  • Inquérito foi aberto após jornal revelar publicações nas redes sociais de membros da corporação

  • Um coronel, Aleksander Lacerda, foi afastado do cargo por convocar para ato pró-Bolsonaro

O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para investigar as ações do coronel da ativa da Polícia Militar Aleksander Lacerda, além do coronel da reserva Ricardo Augusto Araújo. Os dois fizeram convocações nas redes sociais para as manifestações pró-Jair Bolsonaro em 7 de setembro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo,

Aleksander Lacerda era chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 da PM-SP e foi afastado da corporação na segunda-feira (23) pelo governador João Doria (PSDB). Já Ricardo Augusto Araújo é diretor da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Ambos serão investigados por improbidade administrativa.

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Segundo o jornal, na última terça-feira (24), o promotor José Carlos Guillem Blat afirmou na portaria assinada que a conduta dos PMs pode configurar transgressão disciplinar e ofensa aos princípios da administração pública.

“Os órgãos de segurança pública são instituições permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, e destinam-se à defesa da sociedade e devem se pautar pelo regime democrático instituído”, explicou o promotor no despacho.

O inquérito foi aberto após o próprio jornal revelar que PMs estavam fazendo convocações para as manifestações de 7 de setembro nas redes sociais. Na segunda-feira, o governador de São Paulo, João Doria, informou que Lacerda foi afastado da corporação pelas publicações.

O Ministério Público de São Paulo deu dois dias para que o comandando-geral da PM, Fernando Alencar Medeiros, apresente informações sobre as medidas adotadas pelos agentes.

Coronel da PM afastado

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou que afastou um coronel da PM que estava convocando amigos, familiares e colegas para participarem da manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que acontecerá no dia 7 de setembro.

Nas redes sociais, o coronel Alexander Lacerda fez publicações contra o Supremo Tribunal Federal e contra Doria. Segundo o governador de SP, trata-se de um "caso isolado".

"Quero dizer que este coronel, coronel Alexander Lacerda, acaba de ser afastado da Polícia de São Paulo por indisciplina. Ele foi comunicado agora pela manhã pelo general João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e pelo comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Alencar. Aqui em SP nós não admitimos indisciplina em hipótese alguma, ele foi afastado", afirmou Doria em entrevista à rádio CBN.

"E responderá também porque aquilo que falou e pelas postagens que fez", continuou. Questionado sobre possíveis outros casos, o governador alegou que, caso aconteça novamente com outros PMs, eles terão "o mesmo destino".

Apesar da fala sobre "caso isolado", são diversos policiais militares, da ativa e reserva, fazendo convocações para as manifestações pró-Bolsonaro em 7 de setembro

Ônibus de PMs saindo do interior

Policiais militares de cidades do interior de São Paulo vão alugar “pelo menos 50 ônibus” para comparecerem à manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Avenida Paulista, em 7 de setembro.

A informação foi dada pelo deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) ao UOL. Entre as cidades das quais sairão esses policiais estão Itapetininga, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Bauru e Campinas.

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