Corpo é encontrado na represa Billings, em SP, onde ambientalista desapareceu

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O corpo de um homem foi encontrado, na manhã deste sábado (6), pelo Corpo de Bombeiros próximo à 1ª balsa na represa Billings, na região do Grajaú, zona sul da capital. O Corpo de Bombeiros acredita se tratar do corpo do ambientalista Adolfo Souza Duarte, 4, conhecido como Ferrugem, segundo o Corpo de Bombeiros. A SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) ainda investiga o caso e, por isso, não confirmou a identidade do homem.

Ferrugem está desaparecido desde a noite de segunda-feira (1º). O ambientalista desapareceu durante um passeio em seu barco pela represa, quando levava dois casais. Os jovens relataram à polícia que o homem caiu da embarcação após um solavanco. Familiares do ambientalista não acreditam nesta versão e suspeitam que ele tenha sido vítima de um crime. Segundo a família, Duarte tem graduação pela Marinha, inclusive de nado.

Na última quinta-feira (4), pescadores que auxiliavam as equipes do Corpo de Bombeiros, da Marinha e da divisão náutica da GCM nas buscas encontraram o par de tênis que Ferrugem utilizava no dia. Os calçados foram localizados em uma das margens da represa e, depois, entregues à esposa dele, a manicure Uiara de Sousa Duarte, 39.

Na quinta, policiais civis levaram até a represa os jovens que estavam com Ferrugem no momento do seu desaparecimento. A delegada Jakelline Barros afirmou que o procedimento ocorreu para que eles pudessem mostrar o ponto exato do acidente em horário semelhante ao do ocorrido. Segundo André Nino, 46, advogado dos casais, as buscas estavam concentradas em um ponto diferente do desaparecimento.

Duarte era presidente da ONG Meninos da Billings, que atua pela preservação da região, promove projetos sociais e realiza passeios de barco na represa. A embarcação envolvida no caso foi adquirida por um dos sócios de Ferrugem, que atuava no novo barco havia cerca de um mês.

O ambientalista começou a realizar trabalhos sociais e ambientais na região após a morte do filho, Miguel, 9, há 10 anos. O menino foi vítima de um câncer que tinha sido descoberto dois anos antes. Na época, Duarte estava no último ano de história e preparava um trabalho de conclusão do curso exatamente sobre a construção da Billings.

Nascido e criado na região, ele sempre se interessou pela represa, que corta bairros da periferia da zona sul da capital, como o Grajaú, e cidades da região metropolitana, incluindo São Bernardo do Campo e Santo André. Segundo familiares, a atuação na Billings foi a forma que Duarte encontrou para lidar com a morte do filho.

O ambientalista também trabalhava como coordenador de um parque na região da represa Guarapiranga e foi coordenador cultural do CEU Navegantes. Moradores da região disseram à reportagem da Folha que Duarte realizava mutirões de limpeza na represa e no entorno, além de conseguir cestas básicas para famílias durante a pandemia.

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