Corpo de ativista LGBTQIAP+ é encontrado dentro de caixa de metal no Quênia

O corpo do estilista e ativista LGBTQIAP+ Edwin Chiloba, de 24 anos, foi encontrado dentro de uma caixa de metal na beira de uma estrada perto da cidade de Eldoret, no Quênia, na última quarta-feira. O caso é investigado pela polícia, que ainda desconhece a motivação do crime, informou o jornal Star.

"Não sabemos por enquanto por que ele foi morto dessa forma. Especialistas estão cuidando do assunto", disse um representante da polícia.

O que se sabe até o momento é que uma testemunha relatou ter visto alguém deixando uma caixa de metal naquele ponto onde o corpo foi depois encontrado. A testemunha disse ainda que a pessoa que deixou a caixa lá estava num veículo sem placa.

"Nenhuma vida humana vale menos que outra. Todos têm direito à dignidade, respeito e proteção nos termos do Artigo 26 da Constituição. Exigimos investigações rápidas sobre o assassinato brutal de Edwin Chiloba, um ativista #LGBTQ+. #JustiçaParaEdwinChiloba", tuitou a Anistia Internacional do Quênia.

Segundo a BBC, organizações locais de direitos humanos associam o assassinato à sexualidade da vítima. No país, relações sexuais entre pessoas do mesmo gênero são proibidas. O ato sexual gay pode resultar em 14 anos de prisão.

"Palavras não podem nem explicar como nós, como comunidade, estamos nos sentindo agora. Outra alma perdida devido ao ódio. Você fará falta", afirmou no Twitter a organização Galck+.

"A morte de Edwin nos lembra que os corpos queer continuam sob ataque em todo o país", escreveu no Instagram a Comissão Nacional de Direitos Humanos de Gays e Lésbicas do Quênia.

Em dezembro, Chiloba tinha prometido numa postagem que lutaria "por todos os marginalizados", identificando a si mesmo como uma pessoa que foi marginalizada.