Corpo de estudante de 17 anos morto durante ação da PM em São Gonçalo é enterrado

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O corpo do estudante João Vitor Santiago, de 17 anos, morto na última sexta-feira, dia 20, durante uma suposta troca de tiros entre policiais militares do 7o BPM (São Gonçalo) e criminosos, foi enterrado na tarde deste domingo, no Cemitério Público de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Durante o sepultamento, o pai do rapaz, o motorista de ônibus Valmir Teixeira Santiago, de 60 anos, cobrou, emocionado, que o governo esclareça de onde partiram o disparo que atingiu seu filho.

— Estamos segurando a onda agora para ver o que vai acontecer pela justiça de Deus ou do homem. Vamos ver se o governador resolve alguma coisa. Isso acontece em qualquer lugar. Amanhã ou depois pode acontecer com outras pessoas — pediu.

Valmir afirmou que João Vitor foi baleado quando voltava de uma pescaria no Itaoca. Ele estava em uma moto com o amigo Alexander Carvalho Ribeiro Motta, de 19 anos, que também foi ferido e está internado com quadro estável no Hospital Estadual Alberto Torres:

— Meu filho era maravilhoso. Estudante, cristão, caseiro. O que imaginamos de coisa boa no mundo era o meu filho. Eu coloco a mão no fogo por ele.

Amigo da família, o eletricista Felipe Calixto, de 30 anos, também exaltou as qualidades do estudante.

— Ele não tinha defeito nenhum. Era uma criança grande. A gente não tem o que lembrar de ruim dele. Nunca teve nenhum tipo de envolvimento com o tráfico. Era temente a Deus, era testemunha de Jeová. Não tem o que falar dele de mal, de ruim. Vai fazer muita falta. Era uma pessoa que gostava sempre de estar presente.

Em nota, a assessoria da Polícia Militar informou que os agentes foram atacados a tiros por criminosos nas imediações do Complexo do Salgueiro e que duas pessoas foram atingidas e socorridas para o Alberto Torres. A corporação afirma que uma testemunha ouvida na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo teria confirmado que os disparos partiram de bandidos.

Já a Polícia Civil informou que a ação da PM foi baseada em informações de inteligência da própria Polícia Civil, que indicava que criminosos armados do Salgueiro tentariam invadir o Complexo da Alma, por isso foi feito o cerco no local.

A assessoria afirmou que testemunhas foram ouvidas e as armas dos policiais foram apreendidas para perícia.

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