Corpo de homem desaparecido é encontrado em praia da Ilha do Governador após 16 dias

Gustavo Goulart
Praia de São Bento, na Ilha do Governador (Arquivo)

RIO - Desaparecido desde o dia 28 de novembro, o corpo de Anivlete Justino da Veiga, de 35 anos, foi encontrado no último sábado na Praia de São Bento, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Segundo a viúva, Adriana da Costa Veiga, de 35 anos, o corpo tinha marcas de seis tiros nas costas e um na parte de trás da cabeça. A vítima sumiu após sair com sua motocicleta, uma Honda CG 125 de placa KYN-6820, da pensão que tinha dentro do mercado São Sebastião, na Penha, também na Zona Norte.

A família acredita que ele tenha resistido a um assalto e, ao acelerar a moto para tentar fugir, foi atingido pelos tiros disparados pelos assaltantes. Os ladrões roubaram a moto e jogaram o corpo na Baía de Guanabara, na altura do Complexo da Maré. Adriana está no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, para liberar o corpo, usando uma camisa em homenagem ao marido com a frase "Saudades eternas, meu amor!".

— Ele sempre foi amigo de todos. Nunca criou inimizades com ninguém. Era um homem de luz. Que amava os filhos, a família, a mim e os amigos. Completaria 35 anos no dia 12 de dezembro, mas já estava morto — comenta Adriana que está no IML.

O corpo será sepultado nesta quarta-feira no cemitério São Lázaro, em Vilar dos Teles, São João de Meriti, cidade onde a família mora na Baixada Fluminense. Anivlet deixa seis filhos, três biológicos e três do primeiro relacionamento de Adriana.

— Todos estão muito sentidos, especialmente o de 16 anos que era muito chegado a ele, mesmo não sendo filho biológico. E essa época do ano, de Natal, deixa todo mundo mais sensibilizado. Já tínhamos combinado de ir para nossa casa em Cabo Frio. Agora é hora de enlutar — lamenta Adriana que chegou a registrar o desaparecimento do homem na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), da Polícia civil.

Segundo ela, a rotina de buscas foi desgastante e dolorosa:

— Desde o dia 28 de novembro não tivemos paz. Busquei em todos os lugares possíveis e não consegui encontrá-lo. O curioso foi que no sábado, dia em que fizemos uma homenagem a ele na Ponte Velha, na Ilha do Governador, quando jogamos pétalas de flores no mar em homenagem a ele seu corpo foi encontrado — conta Adriana.