Corpo do pianista Nelson Freire será velado no Teatro Municipal, nesta terça-feira (2/11)

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O velório do pianista Nelson Freire será no foyer do Teatro Municipal, nesta terça-feira (2/11), das 11h às 16h, e será aberto ao público. O enterro do músico acontecerá no Memorial do Carmo, no Caju, a partir das 16h. O Teatro Municipal foi o palco onde Freire se apresentou pela última vez, em julho de 2018.

O pianista morreu na madrugada desta segunda-feira (1), aos 77 anos, por conta de uma concussão cerebral provacada por uma queda, em casa, na Joatinga. Nelson também sofreu uma queda no calçadão da Barra da Tijuca, há dois anos, e fraturou o úmero do braço direito. Ele foi operado, mas não voltou a tocar depois do acidente, o que teria lhe gerado depressão, segundo amigos.

Homenagens

Artistas, políticos e personalidades do mundo da cultura repercutiram a morte do pianista Nelson Freire. O ator Fabio Assunção prestou sua homenagem na rede social:

"Nelson Freire. Sempre quis te conhecer. Sou amante dos concertos de Rachmaninoff. Ouço os quatro há muito tempo, especialmente o número 2, destacado o final de seu terceiro e último movimento no vídeo, e posso afirmar que é a obra da minha vida. Vivi procurando uma oportunidade de te ver tocando esta obra presencialmente, embora já tenha te visto tocando outras. No documentário de João Moreira Salles, você fala deste concerto. Hoje meu sonho acabou. E o Brasil perde seu maior pianista, sem nenhum demérito a outros gigantes. Por que nunca te escrevi? Seguirei te ouvindo e assim continuará trazendo compasso e transcendência à minha vida. Viva você!!!!!"

Nelson Freire foi uma influência decisiva na vida de muitos pianistas brasileiros. A carioca Clélia Iruzun conta que aproveitou os ensinamentos do mestre. Freire foi inclusive padrinho de casamento da pianista, que vive em Londres.

— Nelson nunca foi oficialmente professor de ninguém, mas na nossa convivência tive a sorte de ter aulas informais com ele — conta Iruzun. — Aprendi enormemente. Era um pianista que transmitia emoção como poucos, e ocava com muita naturalidade. Com ele, é uma era de ouro do piano brasileiro que se vai.

Diretor da Sala Cecilia Meireles, João Guilherme Ripper disse: "Perdemos nosso grande pianista, um artista generoso e genial! Jamais esquecerei um recital no Teatro Châtelet em Paris, em que Nelson tocou um programa dedicado a Chopin. Ovacionado, retornou nove vezes ao palco para tocar de bis toda 'A prole do bebê', de Villa-Lobos. Com Nelson, desaparece mais um pedaço daquele Brasil que encantou o mundo."

“Guardaremos as sua interpretações das obras de Chopin, Brahms. Ele impôs um Rachmaninoff e um Liszt transcendentes. Mas sempre houve volúpia, um jogo voluptuoso, como um grande vinho da Borgonha”, elogiou o pianista francês Philippe Cassard. “Nelson Freire é alguém que deixou a sua marca, o seu estilo, a sua classe. Foi um artista de uma classe muito elevada, absolutamente não narcisista, desafiando todas as modas e egoísmos. destacou-se por sua pureza, sua integridade musical Uma extraordinária classe, humildade e maestria que fizeram de Nelson Freire um dos maiores pianistas da segunda metade do século XX."

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