Corpo de suspeito de chefiar milícia estava em cemitério diferente do informado pela família

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RIO- Os peritos que foram exumar o corpo do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito de integrar uma quadrilha de matadores e de ter comandado a milícia de Rio da Pedras e da Muzema, na Zona Oeste do Rio, descobriram nesta segunda-feira, que o cadáver não estava sepultado no cemitério indicado pela família do ex-PM e sim em outro local. De acordo com o RJ TV 2ª edição, os supostos restos mortais de Adriano foram localizados em um jazigo do Cemitério Memorial do Carmo, em Cordovil, na Zona Norte.

A exumação do cadáver do miliciano foi autorizada pela Justiça da Bahia e pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e atende um pedido do Ministério Público (MP) baiano que investiga a possibilidade de Adriano ter sido executado, dentro de uma casa no município de Esplanada, no Norte da Bahia. De acordo com o RJ TV, peritos realizaram um exame da arcada dentária para tentar confirmar se é mesmo de Adriano o corpo sepultado no local.

A exumação aconteceu para que um exame de imagem fosse feito para detalhar a trajetória dos dois disparos que acertaram o ex-capitão do Bope, durante suposta troca de tiros com PMs do Bope daquele estado, no dia 9 de fevereiro de 2020. O Ministério Público da Bahia e o Tribunal de Justiça daquele estado não revelaram quando os novos exames ficarão prontos. Essa é a terceira vez que o corpo de Adriano passa por uma perícia. Logo após a morte de Adriano um exame cadavérico foi feito pela policia técnica baiana. Na época, o resultado do laudo revelou que o ex-capitão foi atingido por dois tiros, nas regiões entre o pescoço, clavícula e tórax. Nove dias depois, uma decisão judicial determinou que o corpo do ex-PM fosse submetido a uma perícia complementar, feita desta vez no Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro.

Escuta: dívida com Adriano da Nóbrega pode ter motivado execução de ex-policial civilO exame foi acompanhado por legistas e ainda por um perito, que foi contratado pela família de Adriano. Na ocasião, o legista Talvane de Moraes, que acompanhava o exame como convidado do perito particular , informou que não havia indícios externos de tortura no corpo do ex-capitão. Mas, ressaltou que a análise não era conclusiva e que dependeria ainda de resultados de exames laboratoriais.Abaixo, a íntegra da nota do MP da Bahia sobre a exumação:"O Ministério Público da Bahia confirma que o corpo de Adriano Magalhães da Nóbrega foi exumado para permitir a realização de novos exames. O procedimento foi realizado a pedido do Ministério Público e autorizado pelo Poder Judiciário da Bahia e do Rio de Janeiro."O miliciano também era suspeito de participar de um suposto esquema de desvio de salários do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. A mãe e a ex-mulher de Adriano chegaram ser nomeadas no gabinete de Flávio.Cada uma delas recebia salário de R$ 6.490,35. Elas foram exoneradas no dia 13 de novembro de 2018.

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