Corpos de mãe e filho de 4 meses mortos na Gardênia serão levados para o Maranhão

Rafael Nascimento de Souza

Os corpos da dona de casa Marileide da Silva Nascimento, de 24 anos, e de seu filho Bryan Lucas Júnior, de 4 meses, serão transladados nesta terça-feira, de avião, para a cidade de Buriti Bravo, na Região Nordeste do Maranhão. Ambos foram assassinados na manhã da última sexta-feira, com mais de 30 facadas, na Comunidade Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio.

O principal suspeito é o ajudante de pedreiro Luís Fernando Guimarães Barbosa, de 21, que queria assassinar a ex-companheira, a atendente de lanchonete Lucilene Pereira da Silva, de 22. Ela era prima das vítimas e os três - Marileide, Bryan e Luciene - moravam juntos. O crime aconteceu na Rua Arão Stamburg, ‪as 5h50‬. Luís está foragido.

 

No final de semana, parentes de Marileide vieram do Nordeste para resolver a burocracia. O voo para o Maranhão deverá sair no começo da tarde.

Uma crise de ciúmes pode ter motivado o assassinato de mãe e filho. É o que garante a Polícia Civil. Luís, segundo os investigadores, só matou mãe e filho porque a ex não estava em casa. A antiga companheira do ajudante de pedreiro havia estava na casa de uma amiga.

Luciene e Luís ficaram juntos por oito meses. No entanto, por conta das constantes agressões, a mulher decidiu dar um ponto final no relacionamento.

Só que há três meses — data do fim do namoro — o homem vinha ameaçando a atendente de lanchonete.

— No Natal do ano passado, durante a festa da família, ele me bateu na frente da minha avó. Por isso, decidi terminar. A partir daí, minha vida virou um inferno. Ele passou a me perseguir, me bater na rua quando eu voltava do trabalho e dizer que iria me matar a facadas — lembrou a Luciene.

Segundo a mulher, ela alugou uma casa com a prima, morta na sexta, para tentar se livrar das agressões do homem. No entanto, Luís entrava na residência sem autorização e as agrediam.

— Ele chegou a entrar lá em casa e bateu em mim e na minha prima. Por isso, ela brigou feio com ela. Na última semana, ele me ameaçou. Com medo, passei a dormir na casa das minhas amigas.

De acordo com a mulher, ela alugou uma casa com a prima morta nesta sexta para tentar se livrar das agressões do homem. No entanto, ele entrava na casa sem autorização e as agrediam.

— Ele chegou a entrar lá em casa e bateu em mim e na minha prima. Por isso, ela brigou feio com ela. Na última semana, ele me ameaçou. Com medo, passei a dormir na casa das minhas amigas — explicou a atendente.

O medo tem imperado desde sexta-feira entre amigos e parentes de Marileide e Luciene. Uma amiga relata que por medo não tem saído de casa.

— Estamos com muito medo aqui na Gardênia. Ele está solto e algumas pessoas viram ele próximo e ninguém faz nada. Estou morrendo de medo e desde sexta-feira sai poucas as vezes de casa.

Nesse domingo, amigos de Luciene espalharam cartazes pela comunidade pedindo informações sobre o paradeiro de  Luís Fernando.

— Espero que esse homem seja pego logo, porque ele é assassino frio — completou uma das amiga de Luciene.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) vai investigar se um corpo encontrado no Canal do Anil, na manhã desta segunda, é de Luís Fernando. O corpo estava com marcas de tiros.

Moradores da Gardênia Azul dizem que o homem teria sido assassinado com anuência da milícia que atua no bairro. Até agora, a Polícia Civil não confirma se o corpo é do ajudante de pedreiro.