Corregedoria abre inquérito para averiguar conduta de PMs

Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil

A Polícia Militar de São Paulo informou, hoje (2), que a Corregedoria da corporação abriu inquérito para averiguar a conduta dos agentes que atuaram em Paraisópolis, onde nove pessoas morreram em um baile funk. O episódio ocorreu na madrugada deste domingo (1º).

Em nota, a PM diz que todas as circunstâncias serão apuradas. “As armas dos policiais foram apreendidas e encaminhadas para perícia", acrescentou.

"O 89º DP [89º Distrito Polícial] também instaurou inquérito", informa, acrescentando que os agentes escalados para a missão na comunidade, localizada na zona sul da capital paulista, já foram ouvidos.

Por volta das 11h de hoje (2), familiares das vítimas compareceram à unidade responsável pelo caso. A irmã do operador de telemarketing Bruno Gabriel dos Santos, de 22 anos, um dos jovens mortos, professora Ivanini Siqueira, disse que ele estava na companhia de amigos e não conseguiu se desvencilhar do fluxo de pessoas, quando o público do baile funk tentava sair do local. A família é de Mogi das Cruzes, município onde o jovem deve ser enterrado.

"Eles levaram garrafada. Foi todo mundo correndo. Eles estavam em um grupinho de cinco e ele foi o único que não conseguiu correr. Correu pro lado errado, e os outros correram pro outro lado e conseguiram se salvar", disse Ivanini Siqueira.

Ivanini disse que não tem forças para acompanhar o noticiário e que espera justiça. Ela suspeita que Bruno tenha sido vítima de violência policial, porque assistiu a um vídeo em que a posição do seu corpo sugere que ele tenha sido agredido. "Ou ele foi pego com alguma coisa na cabeça dele, ou ele foi pego de frente, porque, [do contrário], por que é que o corpo estaria [virado] para cima? Não tem lógica isso".

"Agora a gente está correndo atrás para poder levar o corpo para Mogi [das Cruzes] e pedir justiça, basicamente, para saber o que realmente aconteceu, por que esses jovens não puderam se defender, porque eles foram pegos tão de surpresa".

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    Definida nacionalidade do bebê que nasceu durante voo no Brasil

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  • Marco Aurélio rebate Moro sobre 2ª instância e defende conhecimento da Constituição
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    Marco Aurélio rebate Moro sobre 2ª instância e defende conhecimento da Constituição

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu, nesta quinta-feira (12), o fim da prisão de condenados em segunda instância em resposta ao ministro Sergio Moro (Justiça). Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Moro disse que a decisão da corte aumentou a percepção dos brasileiros de que o governo não atua como deve no combate à corrupção. "Quem tem o mínimo de conhecimento técnico e que ame a lei das leis, a Constituição, não pode ter dúvidas", disse o magistrado, em referência ao entendimento, referendado pelo plenário da corte, de que uma pessoa só pode começar a cumprir pena após o trânsito em julgado do processo (quando não cabem mais recursos, e a ação é finalizada). Para Marco Aurélio, relator das ações sobre o tema, é compreensível que "o leigo tenha outra percepção". "Ele está indignado, quer correção de rumos e não observa as leis, mas o técnico tem de ter um olhar fidedigno sobre a Constituição." Pesquisa Datafolha mostrou que, para 50% da população, a gestão do governo Jair Bolsonaro é ruim ou péssima nesta área, ante 44% em agosto. Moro chegou ao governo, após atuar como juiz da Lava Jato em Curitiba, com a promessa de intensificar o combate a desvios.  "O que aconteceu nesse período para que essa percepção piorasse foi a revogação do precedente da segunda instância. Isso implicou a soltura de pessoas que estavam condenadas, inclusive por corrupção. Então, as pessoas às vezes têm uma percepção geral e atribuem ao governo", disse Moro, que é favorável à prisão em segunda instância. O início do cumprimento da pena logo após o julgamento em segundo grau é uma das bandeiras da operação. Segundo Marco Aurélio, o julgamento do Supremo deveria ter tido um placar de 11 votos a 0. No dia 7 de novembro, o plenário da corte decidiu, com placar apertado de 6 votos a 5, que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado -o fim dos recursos-, alterando a jurisprudência que desde 2016 tem permitido a prisão após condenação em segunda instância. O voto decisivo foi do presidente do Supremo, Dias Toffoli, que acompanhou os ministros Marco Aurélio, relator das ações sobre o tema, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello, formando a maioria. Um dos beneficiados pela decisão do STF foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solto em 8 de novembro, após 580 dias de prisão.  Lula foi condenado por Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP). Ele nega as acusações e diz que Moro é imparcial. A decisão do então juiz da Lava Jato, no entanto, já foi confirmada no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

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    Proposta de Eduardo Bolsonaro para Educação vira piada na web

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    Flamengo se prepara para Mundial de Clubes

    O time do Flamengo fez seu último treino no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, antes de viajar para o Catar, onde disputa o Mundial de Clubes da Fifa.

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    Famoso vestido que princesa Diana usou em dança com John Travolta não faz sucesso em leilão

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    Papa defende 'conversão ecológica integral', em mensagem de paz anual

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    A trajetória de Lulinha até chegar à Lava-Jato

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    PF mira até “Bíblia na voz de Cid Moreira” para reforçar suspeitas entre a Oi e negócios de Lulinha

    A evolução das investigações pode representar um duro golpe para o projeto de renascimento petista no momento em que Lula ajudava a organizar a oposição

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    Fachin manda para plenário do STF recurso contra decisão de impeachment de Ricardo Salles

    Caso não deve ser julgado neste ano, já que o tribunal funcionará somente até o dia 19

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    Presidente da OAB diz que quem apoia Bolsonaro tem 'desvio de caráter'; Moro rebate

    Para o presidente da OAB, Jair Bolsonaro “namora” racistas e fascistas, e representa os piores sentimentos da sociedade brasileira

  • Vantagem de Boris cai, e Reino Unido pode ter novo impasse
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    Vantagem de Boris cai, e Reino Unido pode ter novo impasse

    LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - A oposição avançou na tentativa para impedir que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, assegure maioria nas cadeiras do Parlamento na eleição desta quinta (12). Pesquisa do instituto YouGov projeta que a vantagem do Partido Conservador caiu de 68 para 28 deputados à véspera da eleição, o que pode levar a novo impasse no Legislativo britânico. Foi a falta de uma maioria clara que aprovasse seu acordo para o brexit que levou Boris a antecipar a eleição, antes marcada para 2022. Feita a partir 105.612 entrevistas de 4 a 10 de dezembro, a pesquisa do YouGov é considerada mais precisa, porque consegue estimar o número de eleitos e não apenas a intenção de voto do partido (no sistema britânico, é eleito o deputado mais votado em cada distrito). O instituto previu corretamente os resultados das eleições de 2017, convocadas pela então primeira-ministra Theresa May também para tentar resolver um impasse no Parlamento. Na ocasião, os Conservadores passaram de 330 para 317 cadeiras -são necessárias 326 para a maioria. Na nova pesquisa, que adota técnicas estatísticas mais precisas que as de dois anos atrás, os conservadores ficam com 339 cadeiras, os trabalhistas com 231, os nacionalistas escoceses com 41 e os liberais democratas, com 15. Com a margem de erro, Boris pode eleger de 311 a 367 representantes, o que não afasta a possibilidade de que o primeiro-ministro assegure maioria. Dependendo do número de votos que obtiver, ele pode até mesmo ter que renunciar, o que o tornaria o mais breve primeiro-ministro da história do país (Boris assumiu em julho deste ano). Se vencer as eleições, ele terá pouco mais de um mês para formar o governo e aprovar seu acordo para o brexit no Parlamento antes da data prometida, 31 de janeiro. Os conservadores avançaram em regiões do centro e do norte da Inglaterra, onde até 70% dos britânicos votaram pelo brexit no referendo de 2016, mas perderam terreno para os trabalhistas no sul do país e em Londres. A oposição tem travado batalhas principalmente nos distritos chamados "marginais" (em que conservadores lideram por poucos votos) e cresceram os apelos pelo voto útil. A pesquisa mostra recuos também na Escócia, onde forte campanha dos nacionalistas (SNP) pode conquistar cinco cadeiras que eram antes conservadoras. Os escoceses são majoritariamente a favor da permanência do Reino Unido na União Europeia e o SNP prometeu novo referendo sobre a independência escocesa se Boris conseguir implantar o brexit. Segundo o diretor de pesquisas eleitorais do YouGov, Anthony Wells, os levantamentos da última quinzena mostraram um recuo progressivo tanto no número de cadeiras dos conservadores quanto em sua margem de liderança sobre a oposição. CAMPANHA DE RUA "Não é apenas para tirar Boris Johnson do Parlamento. É para trazer esperança ao Reino Unido", diz Joe Zupir, 31, enquanto faz campanha para o Partido Trabalhista na porta da estação de metrô de Uxbridge, na região oeste de Londres, às 17h desta quarta-feira (11). Campanhas na rua são praticamente inexistentes nas eleições do Reino Unido, mas Zupir diz que tem vindo para a porta da estação no último mês, ao sair de seu trabalho, porque os resultados desta quinta podem mudar os rumos do país. Analistas eleitorais têm dito à mídia britânica que o trabalhista Ali Milani tem chances concretas de derrotar Boris em seu distrito. Para tirar Boris do Parlamento, opositores fazem até campanha para que donos de casas-barco -que têm mais flexibilidade para escolher em que distrito votar-​ registrem-se em Uxbridge. Mesmo que o trabalhista Milani vença, porém, a batalha da oposição pode não ser recompensada, segundo o professor da Universidade College London, Robert Hazell, entrevistado pela BBC. Hazell diz que não há regras pré-definidas sobre quem pode ou não ser primeiro-ministro (o Reino Unido se baseia em jurisprudência e consenso nas regras legais), o que deixaria aberta uma porta para Boris, mesmo que ele perca em seu distrito. O professor cita o exemplo de Alec Douglas Home, que governou o país em 1963 e 1964. Home era membro da Câmara dos Lordes (a Câmara Alta do Parlamento, que tem apenas itegrantes não-eleitos e, por isso, tem poderes bastante restritos) quando foi escolhido como primeiro-ministro, mas renunciou ao cargo e concorreu a uma eleição para a Câmara dos Comuns (semelhante à Câmara dos Deputados e principal órgão legislativo do país). Entre a renúncia e a nova eleição, governou o país sem pertencer a nenhuma das duas Casas do Parlamento. Hazell afirma, porém, que mesmo com a ausência de um impedimento legal é difícil saber se essa opção seria politicamente aceitável hoje em dia. ENTENDA A ELEIÇÃO NO REINO UNIDO Como funciona a eleição britânica? O Reino Unido usa um sistema distrital puro. Isso significa que cada um dos 650 distritos elege o candidato mais votado para representá-lo, por um mandato de cinco anos. A eleição pode ser antecipada, o que costuma ocorrer quando há impasse no Parlamento. É o caso desta, que estava prevista para 2022. Por que as eleições foram convocadas? Porque Boris não conseguiu aprovar seu acordo para o brexit e agora tenta ampliar sua maioria para assegurar a votação e declarar finalmente a saída do Reino Unido da União Europeia. Se tiver sucesso, o país se separa em 31 de janeiro e inicia uma longa temporada de negociações sobre vários temas, como comércio exterior e regulações. O Partido Trabalhista, o maior da oposição, é contra o acordo negociado por Boris e propõe discutir novos termos e submetê-los aos britânicos em novo referendo. Pesquisas mostram que o brexit ainda divide ao meio os britânicos; na Escócia, a maioria é a favor de permanecer na UE. Quem ganha a eleição? Quem obtém a maioria das cadeiras indica o primeiro-ministro. Nas últimas eleições, os principais partidos têm sido obrigados a formar coalizões com agremiações menores para governar. Até esta eleição, o governo de Boris Johnson era apoiado por uma coalizão com o partido norte-irlandês DUP —que, no entanto, discorda de termos do acordo do premiê sobre a Irlanda do Norte. O impasse sobre o brexit pode continuar? Sim. A maior parte dos analistas britânicos considera que essa será uma das eleições mais incertas da história recente do país. Dois cenários são mais prováveis: 1) os conservadores conquistam uma maioria (o que provavelmente acabaria com o impasse) ou 2) a votação termina sem maioria (o que deve manter a indefinição atual). Uma vitória trabalhista é considerada improvável no momento, mas existe a possibilidade de um governo de coalizão entre a sigla e os nacionalistas escoceses, além de outros partidos menores. E o que vai acontecer com Boris Johnson? Se os conservadores vencerem, ele deve deve permanecer no cargo, mas caso a oposição vença, caberá a ela indicar o novo primeiro-ministro —provavelmente o líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn.

  • 'Caixa está preparada para fazer pagamento adicional do FGTS antes do Natal', diz presidente da instituição
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    'Caixa está preparada para fazer pagamento adicional do FGTS antes do Natal', diz presidente da instituição

    Detalhes de como serão as novas retiradas serão conhecidos nesta sexta-feira

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    Marido violento em 'Amor de mãe', Rodrigo Garcia surpreende com músculos e estilo camaleão

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  • Aumenta tensão diplomática entre Alemanha e Rússia por assassinato de separatista checheno
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    Aumenta tensão diplomática entre Alemanha e Rússia por assassinato de separatista checheno

    Moscou anunciou nesta quinta-feira (12) a expulsão de dois diplomatas alemães, em resposta a uma medida idêntica tomada na semana passada pelo governo de Angela Merkel, após o assassinato de um ex-combatente separatista checheno em um parque em Berlim.

  • Caixa já está pronta para pagar trabalhadores que poderão sacar R$ 998 de FGTS
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    Caixa já está pronta para pagar trabalhadores que poderão sacar R$ 998 de FGTS

    BRASÍLIA — O presidente Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, assegurou, nesta quinta-feira...

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    Cantora de K-pop é agredida em programa de TV; apresentadores são afastados

    O canal sul-coreano EBS anunciou, nesta quarta-feira, que os apresentadores Choi Young Soo e Park...

  • Governo Bolsonaro prevê regularizar terras e provoca temor de grilagem
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    Governo Bolsonaro prevê regularizar terras e provoca temor de grilagem

    BRASÍLIA, DF, E MANAUS, AM (FOLHAPRESS) - Com o aval da bancada ruralista, o presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (10) uma medida provisória que trata de regularização fundiária de terras da União. Para críticos, as novas regras anistiam a grilagem de terras na Amazônia. Entre os pontos alterados pelo texto está a possibilidade de legalizar terra pública ocupada até dezembro de 2018. Além disso, foi elevado o tamanho da propriedade de 4 para 15 módulos fiscais com dispensa de vistoria prévia. Módulo fiscal é uma unidade de medida cujo valor é fixado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e que varia de município a município. A MP 910 foi apresentada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e pelo presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, ambos fiéis à bancada ruralista. As novas regras entraram em vigor nesta quarta-feira (11), mas dependem da aprovação do Congresso em até 120 dias para se tornar lei. Segundo o Planalto, o objetivo é dar agilidade ao processo de regularização ao torná-lo digitalizado e elevar o limite de tamanho das propriedades que não precisam de vistoria prévia para o pedido ser apresentado ao governo. A medida, porém, tem sido duramente criticada por ambientalistas por incentivar o desmatamento e a grilagem. Para a pesquisadora Brenda Brito, da ONG Imazon, a medida anistia apropriações recentes de terras públicas. "A nova medida torna possível regularizar alguém que tenha ocupado até um ano antes da publicação da MP pagando 100% do valor da terra nua", diz. "É um valor muito abaixo do mercado e tem várias facilidades de negociação." A pesquisadora também critica a possibilidade de renegociar títulos de terras junto a órgãos federais, o que já havia sido feito no governo Michel Temer (MDB) em 2017. "É um Refis da grilagem. A pessoa emite o título, não paga, e o governo dá uma nova chance de regularizar, ao invés de pegar a área de volta." O Refis é o programa de refinanciamento de dívidas de contribuintes, muitas vezes criticado por ser generoso com grandes devedores. A indústria da grilagem foca principalmente em terras públicas sem destinação específica por serem mais fáceis de ser regularizadas. A anistia a essa prática tem sido recorrente pelo governo federal. Levantamento do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) mostra que 35% do desmatamento entre agosto de 2018 e julho de 2019 ocorreu em terras públicas não destinadas. O Prodes-2019, calculado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), registrou ainda um aumento de 61% no desmatamento de terras públicas não destinadas em relação a 2018. Tradicionalmente, o modus operandi da indústria da grilagem envolve o desmatamento de terra pública não destinada. Em seguida, vêm a queima, o plantio de pasto e finalmente a introdução de bovinos, para alegar que há uso econômico do solo durante o processo de regularização. A pesquisadora do Imazon criticou também o aumento para 15 módulos fiscais do tamanho de áreas passíveis de regularização fundiária apenas "por meio de declaração do ocupante". Em alguns municípios da Amazônia, isso equivale a a 1.650 hectares --ou dez parques Ibirapuera. Só com a autodeclaração ficam de fora checagens prévias de crime ambiental, conflito agrário e trabalho escravo, afirma ela. "A MP estende o potencial de legalização a áreas sob conflito e griladas." Na cerimônia realizada nesta terça no Planalto, o presidente do Incra disse que haverá checagem caso seja necessário: "Se tiver qualquer discussão sobre o limite da terra, aí vai para vistoria in loco". A ministra da Agricultura afirmou que a MP terá um impacto positivo no combate ao desmatamento. "Se não cumprir o CAR [Cadastro Ambiental Rural], que exige de 20% a 80% de preservação, caso da Amazônia, perde o título. Então certamente teremos mais e mais aliados contra o desmatamento ilegal. É um combo: titulação e preservação", disse. Com a medida, o governo diz que pretende conceder títulos também a pessoas que hoje estão em assentamentos de reforma agrária. A promessa é de garantir a titulação de 600 mil famílias até 2022. Hoje, o passivo de terras não titularizadas no Brasil é de cerca de 1,27 milhão, sendo 970 mil lotes em assentamentos de reforma agrária pendentes de titulação, e de 300 mil famílias em terras federais não regularizadas. Durante a cerimônia de assinatura, Tereza Cristina disse que a medida pretende acabar com uma dívida histórica que o país tem com pequenos produtores. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), no entanto, diz que a medida provisória serve para atender aos ruralistas. "Essa medida vem para coroar essa relação com o agronegócio e legalizar a grilagem de terras", afirma o coordenador nacional Paulo Cesar Moreira. "Um dos principais problemas do campo, que tem provocado conflitos, é a regularização dos territórios das comunidades indígenas e quilombolas. Isso eles já disseram que não vão fazer." Sob Bolsonaro, o Incra informou ter homologado 4.337 famílias até outubro, o terceiro menor número em 25 anos. Moreira também criticou publicação de Bolsonaro em rede social, segundo a qual houve só cinco invasões de terra em seu governo, uma queda em relação aos ex-presidentes FHC, Lula e Dilma Rousseff. "Houve diminuição nas ocupações. Movimentos sociais estão sob um grau de terrorismo por causa dos pronunciamentos. Isso revela o grau de violência com que estão tratando a questão", disse.

  • Trump diz que Greta Thunberg deve 'relaxar' e ir ao cinema
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    Trump diz que Greta Thunberg deve 'relaxar' e ir ao cinema

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta quinta-feira a nomeação de Greta Thunberg pela revista Time como personalidade do ano de 2019, afirmando que a ativista climática deve "relaxar" e ir ao cinema.

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    Silvio Santos é careca? Veja curiosidades sobre o apresentador que completa 89 anos

    Esta é uma data de celebração para Silvio Santos. O eterno "Homem do Baú" completa, nesta...

  • Saiba como usar seu FGTS na compra da casa própria
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    Saiba como usar seu FGTS na compra da casa própria

    O trabalhador da inicativa privada que têm direito ao depósito mensal do Fundo de Garantia do Tempo...

  • Pela 9ª vez, Angela Merkel é mulher mais poderosa do mundo em lista da Forbes
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    Pela 9ª vez, Angela Merkel é mulher mais poderosa do mundo em lista da Forbes

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pelo nono ano consecutivo, a chanceler alemã Angela Merkel foi considerada a mulher mais poderosa do mundo, segundo a lista da revista Forbes.  Única mulher a comandar uma nação do G20 em um cenário em que apenas 5% dos chefes de governo e 24% dos parlamentares do mundo são do sexo feminino, Merkel já apareceu 14 vezes no ranking.  A Forbes ressalta que Merkel foi a primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler em seu país, em 2005, e que permanece sendo, na prática, a líder da Europa. A chanceler anunciou sua aposentadoria do governo da maior economia europeia para as eleições de 2021. "A grande questão que o público se pergunta agora é quem e o que virá após seu mandato chegar ao fim", diz o texto. Segundo a revista, o número de mulheres em cargos de destaque na política está aumentando. Cerca de um quarto das listadas pela Forbes neste ano desempenham papel de destaque em decisões geopolíticas e legislativas em países com um PIB (produto interno bruto) somado de US$ 56 trilhões -quase dois terços do PIB total do mundo. Duas delas lideram as instituições mais poderosas da União Europeia "em um momento crucial do bloco", destaca a revista. São Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (2º lugar), e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia (4º lugar).  Entre as duas, aparece em terceiro lugar Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados americana (Partido Democrata) que está à frente do processo de impeachment contra o presidente Donald Trump.  O quinto lugar ficou com Mary Barra, presidente da General Motors. A jovem ativista Greta Thunberg, eleita na quarta (11) a Pessoa do Ano pela revista Time, entrou na lista da Forbes, no 100º lugar (o último do ranking). Outras mulheres que aparecem na lista são a apresentadora americana Oprah Winfrey (20º lugar), a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern (38º), a rainha Elizabeth (40º), Ivanka Trump, filha do presidente dos EUA (42º), e a cantora Rihanna (61º).

  • Após Joice assumir liderança do PSL, Justiça derruba punição a bolsonaristas
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    Após Joice assumir liderança do PSL, Justiça derruba punição a bolsonaristas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A briga interna do PSL que se arrasta desde outubro teve reviravoltas nesta quarta-feira (11). Com Eduardo Bolsonaro (SP) suspenso desde a noite de terça-feira (10) por decisão do diretório nacional do partido, a manhã começou com Joice Hasselmann (SP) eleita nova líder na bancada na Câmara. No meio da tarde, porém, uma decisão da Justiça de Brasília suspendeu as punições dos 18 parlamentares. O PSL recorreu, mas até a conclusão deste texto não houve nova deliberação sobre o caso. Com isso, Joice chegou ao final do dia oficialmente líder da legenda que elegeu o presidente Jair Bolsonaro (atualmente sem partido) em 2018, mas sua permanência no posto é incerta. Para entender os últimos capítulos da briga, é preciso recapitular. Em 3 de dezembro, o diretório nacional do PSL confirmou que 14 deputados seriam suspensos de suas funções partidárias. Isso inclui a possibilidade de ocupar a posição de líder de bancada —cargo que tem, por exemplo, a função de orientar os deputados na votação no plenário, escolher parlamentares para preencher comissões ou defender o partido em falas mais longas no plenário— e de votar para a escolha desse líder. A punição ainda não havia sido notificada à Câmara. O aviso chegou nesta terça e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assinou despacho efetivando o afastamento de Eduardo e dos deputados Bibo Nunes (RS), Alê Silva (MG), Daniel Silveira (RJ) Bia Kicis (DF), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), Carlos Jordy (RJ), Vitor Hugo (GO), Filipe Barros (PR), General Girão (RN), Sanderson (RS), Cabo Junio Amaral (MG), Carla Zambelli (SP) e Marcio Labre (RJ). A etapa cumprida por Maia é apenas regimental, já que o presidente da Câmara não pode se imiscuir em questões partidárias. Com a punição em vigor, Eduardo perdeu o posto, e os bolsonaristas já não tinham poder de voto para escolher o novo ocupante do cargo. Assim, o caminho ficou livre para que a principal antagonista do filho do presidente, Joice Hasselmann, assumisse o posto, com o apoio de 22 parlamentares entre os 39 que permanecem ativos na bancada. No entanto, horas depois a 4ª Vara de Brasília determinou que as punições sejam suspensas até o final da deliberação sobre um processo que pede a nulidade da reunião do diretório. Segundo a decisão do juiz Giordano Resende Costa, faltou divulgação das informações sobre editais de convocação da reunião. "A publicidade é um princípio basilar e nada pode ou deve ser feito às escondidas. É um vício gravíssimo e insanável à feitura de uma assembleia cujo mote é a punição administrativa de 18 parlamentares federais", diz o texto. O PSL recorreu, segundo Júnior Bozzella (SP). "O juiz decidiu sem ouvir o PSL e sem critério nenhum. Todos os ritos foram seguidos", afirmou. Nos sistemas da Casa, a decisão ainda não havia sido cumprida na noite desta quarta, e Joice ainda aparecia como líder. Caso os 14 deputados sejam reincluídos, precisarão fazer uma nova lista para trocar o ocupante do posto. A escolha da ex-líder do Congresso para o posto na Câmara foi vista como um sinal de que o partido não pretende cessar fogo sobre o grupo do presidente. Uma ala da legenda defendia a escolha de uma terceira via, com o atual presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Felipe Francischini (PR), visto como mais moderado. Ele, no entanto, tem afirmado a aliados que não quer a função. Joice tem trocado insultos diários com Eduardo Bolsonaro nas redes sociais. Após a decisão, escreveu nas redes sociais: "Enquanto estamos na Câmara trabalhando para aprovar pautas importantes para o Brasil —como o novo marco regulatório do saneamento— o menino maluquinho nemnem continua fazendo memes e torrando dinheiro público em suas viagens sem fim. Dessa vez teve até paradinha em Dubai. Chiquérrimo!", em referência à viagem de Eduardo a países árabes. Mais cedo, o filho do presidente comentava a eleição da parlamentar para o comando da bancada com ironia. "Não adianta nada. Ela faz acordos c/ os líderes e não comunica nada para a tropa de dep. do PSL. Cada um continuará votando conforme quiser, nem aí para a orientação dela", escreveu no Twitter. No PSL, a permanência de Joice também é avaliada como estratégica do ponto de vista eleitoral. O partido considera que ela tem condições de se eleger prefeita de São Paulo em 2020, e a posição de líder, naturalmente destacada na Casa, poderia alavancar sua candidatura. Joice é representante do grupo bivarista da sigla. O apelido é dado àqueles que tomaram o lado do presidente do partido, Luciano Bivar (PE), após sua briga com o presidente Bolsonaro em outubro. Na época, Bolsonaro disse a um apoiador no Palácio da Alvorada que Bivar estava "queimado para caramba". A frase foi o estopim de uma briga pública que culminou na saída de Bolsonaro do PSL. Ele tem a intenção de fundar uma nova sigla, a Aliança pelo Brasil. Para a bancada ligada ao presidente, porém, seguir o mesmo caminho não é tão simples, e a disputa se arrasta. Deputados federais não podem deixar as siglas pelas quais foram eleitos sem perder o mandato, salvo ocasiões especiais (como expulsão da legenda ou discriminação pessoal). Por isso, permanecem no PSL até encontrarem uma saída viável. Os parlamentares apostam na tese jurídica de perseguição para dizer que é insustentável permanecer no PSL e que portanto teriam direito de migrar. Até terça, o PSL era a segunda maior bancada da Casa, com 53 deputados. Com as punições, caiu para a terceira posição, atrás do PT e do PL e empatado com o PP —a conta oficial da Câmara exclui os parlamentares suspensos.