Corretora Warren anuncia demissão em massa após compra da sim;paul

Baixa acontece seis meses depois da compra de toda a equipe de mais de 40 pessoas da área de tecnologia da sim;paul (Getty Creative)
Baixa acontece seis meses depois da compra de toda a equipe de mais de 40 pessoas da área de tecnologia da sim;paul (Getty Creative)
  • Baixa acontece seis meses depois da compra de toda a equipe de mais de 40 pessoas da área de tecnologia da sim;paul

  • Warren citou uma “reestruturação” para que a empresa fique “ainda mais eficiente”

  • No início do ano, empresa esperava alcançar a meta robusta de R$ 40 bilhões sob gestão em 2022

A Warren, corretora e gestora gaúcha da área de fundos de investimentos, anunciou a demissão de mais de 60 funcionários. A baixa acontece seis meses depois da compra de toda a equipe de mais de 40 pessoas da área de tecnologia da sim;paul.

Procurada pelo portal Fintechs Brasil, a Warren citou uma “reestruturação” para que a empresa fique “ainda mais eficiente”, mas não confirmou o número de desligados, nem de quais áreas essas pessoas faziam parte.

“Após 6 M&As realizados, incorporando a totalidade dos colaboradores das empresas, existiam diversas funções dobradas. Por isso uma reestruturação foi realizada para que a empresa fique ainda mais eficiente e continue encantando os clientes, entregando a melhor experiência de investimentos em um modelo único de total alinhamento. Aos profissionais envolvidos neste processo, a Warren oferecerá um pacote de auxílios, que inclui consultoria de carreira e outros materiais de apoio", afirmou a empresa em nota.

Em fevereiro, a Warren divulgou a aquisição de 40 novas pessoas colaboradoras especialistas em tecnologia, entre elas desenvolvedoras, analistas de dados, designers e product managers. Na época, a corretora afirmou que "o movimento deve contribuir para alcançar a meta robusta de R$ 40 bilhões sob gestão em 2022, levando a Warren a figurar entre as três maiores instituições de investimentos do Brasil".

A onda de demissões em startups tem causado preocupações desde o início do ano. A alta global nos juros básicos e a guerra na Ucrânia assustam os mercados internacionais, que buscam ativos seguros com empresas já consolidadas e que possuem um modelo de negócios que já é sustentável. Analistas e investidores apontam que o segmento de startups ganhará um perfil menos empolgado e mais cauteloso.

O Softbank, Masayoshi Son, orientou seus principais executivos a desacelerar investimentos, de acordo com o Financial Times. Na reunião, o CEO teria citado a queda global nas ações de tecnologia e a pressão regulatória na China como fatores de preocupação para o portfólio - como as grandes gestoras têm portfólios mistos de startups abertas e fechadas, um cenário afeta o outro.