A corrida para descobrir uma vacina para o novo coronavírus

Com um dos métodos mais modernos e eficazes, os cientistas americanos da empresa Moderna criaram a vacina mRNA-1273, que introduz em células humanas um trecho do código genético do vírus. O fragmento contém instruções para a fabricação de proteínas idênticas às do vírus que o sistema imunológico é capaz de reconhecer. A partir daí, o sistema imunológico passa a “conhecer” o vírus e está melhor preparado para combatê-lo.

A Inovio Pharmaceuticals anunciou uma vacina baseada em DNA sintético para o novo coronavírus, INO-4800, usando o mesmo princípio de injeção de informação genética.

Já pesquisadores brasileiros do Incor e da Faculdade de Medicina da USP, tentam uma estratégia diferente: o uso de partículas semelhantes ao vírus (VLPs, na sigla em inglês). As VLPs possuem características semelhantes às de um vírus. Com isso, são facilmente reconhecidas pelas células do sistema imune. Porém, não têm material genético do agente infeccioso, o que impossibilita a replicação. Por isso, são seguras para o desenvolvimento de vacinas.

O que pode prolongar o desenvolvimento de uma vacina são todos os testes necessários de toxicidade, efeitos colaterais, segurança, imunogenicidade e eficácia na proteção. Especialistas falam que pode levar até 18 meses para a vacina ficar pronta.