Corte de Hong Kong condena 'Capitão América' por palavras de protesto

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Polícia monta guarda do lado de fora de um tribunal de Hong Kong, em 4 de março de 2021, ao fim de uma audiência de 47 ativistas pró-democracia (AFP/Anthony Wallace)

Um homem de 31 anos conhecido pelo apelido de "Capitão América 2.0" foi condenado, nesta quinta-feira (11), a cinco anos e nove meses de prisão em Hong Kong por exclamar palavras de ordem proibidas por uma draconiana lei de segurança nacional imposta pela China.

Em outubro, o entregador de comida Ma Chun-man foi declarado culpado por "secessão", após ter exibido cartazes e entoado palavras de ordem contestatórias, além de expressar suas opiniões em entrevistas com jornalistas em 2020.

A sentença saiu nesta quinta-feira.

Ele é a segunda pessoa processada no âmbito da lei de segurança nacional, imposta por Pequim após as manifestações pró-democracia de 2019, por meio da qual erradicou a dissidência neste território. E é o primeiro a ser condenado por atos não violentos.

Ma Chun-man foi considerado culpado por enunciar frases como "Liberdade para Hong Kong, a revolução dos nossos tempos", "A independência de Hong Kong é o único tema" e "tenham coragem, vamos começar a insurreição armada". Declarou inocente perante a Justiça.

Hoje, o juiz Stanley Chan, designado pelo governo para julgar casos sob a lei de segurança nacional, disse na quinta-feira que Ma tinha "a intenção e o comportamento (de alguém) que incita outros à secessão".

Em uma nota manuscrita para o tribunal, Ma se autodenominou "um homem sem sonhos" que encontrou inspiração nas manifestações pró-democracia.

A Anistia Internacional classificou a sentença como "ultrajante" e advertiu que as restrições à liberdade de expressão em Hong Kong são "perigosamente desproporcionais".

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