Corte no Canadá vai analisar caso de 'discriminação por ser hétero'

Caso teria acontecido em um dos maiores bancos do Canadá (Foto: Roberto Machado Noa/LightRocket via Getty Images)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Caso teria acontecido com ex-funcionário de banco no Canadá

  • Ele alega que não foi promovido por não ser gay ou bissexual

A Corte Federal do Canadá decidiu que a Comissão Canadense de Direitos Humanos deve analisar o caso de um homem que diz ter sofrido discriminação no trabalho por ser heterossexual.

Aaren Jagadeesh costumava trabalhar como representante de serviços financeiros em uma unidade do Canadian Imperial Bank of Commerce, um dos maiores bancos do país, mas foi demitido em 2016. Em abril de 2017, ele registrou uma queixa na comissão dizendo que seu gerente se recusava a promovê-lo porque ele não é gay ou bissexual, como reportou o jornal National Post.

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À rede de notícias CTV News, Jagadeesh afirmou que, em 2015, participou de uma reunião em que lhe disseram que todos os homens em altos cargos na empresa eram gays ou bissexuais. Ele alega, também, ter ouvido que ele não tinha chances de ser promovido a menos que “entrasse para o grupo”.

O chefe dele teria explicado que esse é o motivo pelo qual jovens funcionários com pouca ou nenhuma qualificação recebiam promoções, e ele não. Jagadeesh afirma que a situação afetou negativamente seu “estado mental e auto-dignidade”.

A princípio, a Comissão de Direitos Humanos recusou a análise do caso sob a justificativa de que o homem não apresentou qualquer prova de discriminação além de seus próprios depoimentos. Agora, um juiz federal determinou que uma nova investigação seja aberta.