Coruja-buraqueira é resgatada e solta em parque no interior do Rio

Uma coruja-buraqueira retornou ao habitat natural no Rio. Na última semana, a equipe do Parque Estadual da Lagoa do Açu (PELAG), no Norte Fluminense, realizou a soltura de uma representante da espécie no entorno do parque. A ave foi resgatada no Heliporto Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes, e foi reintegrada à natureza depois que os técnicos constataram o bom estado de saúde dela.

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— Após a captura e análise das condições do animal, foi verificado que se encontrava em perfeitas condições físicas e de saúde, sendo encaminhado para a soltura em área mais isolada no entorno da unidade de conservação — explicou o gestor do parque, Heron Costa.

Ela estava escondida dentro de uma tubulação e foi levada até a administração do parque por uma equipe do heliporto.

— A gente recebeu o animal na sede, uma equipe do heliporto levou até a gente e no mesmo dia fizemos a soltura. Aparentemente não tinha nenhuma lesão ou machucado visível. Quando a gente soltou, ela voou na hora, estava bem saudável — conta Bruno Comelli, guarda-parque do PELAG. Apesar de parecer filhote, a ave já era um indivíduo adulto. O agente ambiental explica porquê: — Elas não crescem muito, são pequenininhas. Na restinga, você observa só uma pontinha marrom — disse Comelli.

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As corujas-buraqueiras são predadoras carnívoras, se alimentam de animais que vivem na restinga, como ratos, calangos, morcegos. A reprodução da ave é ovípara e elas colocam os ovos em tocas e buracos onde vivem.

Um dos habitats da coruja-buraqueira é a restinga, vegetação com presença significativa em uma área preservada do Parque Estadual da Lagoa do Açu, que fica próximo ao local de resgate. A athene cunicularia, nome científico para a espécie da ave de rapina de pequeno porte, vive em média nove anos e ocorre desde o sul do Canadá até o sul da Argentina, inclusive em todo o Brasil. O animal recebe o nome de “buraqueira” por viver em buracos cavados no solo.

A casa nova da buraqueira guarda uma extensa área: com 8.276,67 hectares, o Parque Estadual da Lagoa do Açu é um dos mais ricos e preservados remanescentes de vegetação de restinga do Estado do Rio. Criado em 2012 e gerido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Parque tem duas lagoas, e tem como missão assegurar a preservação da fauna e da flora da vegetação de restinga.