Cosmólogo do MIT defende 'linha moral' para inteligência artificial

Bruno Alfano*

DOHA — “Quando me perguntam se estou animado ou temeroso quanto ao futuro, digo que sinto os dois”. Professor do MIT e diretor do Future of Life Institute, em Cambridge (EUA), o cosmólogo sueco Max Tegmark defende que a inteligência artificial (AI) é uma realidade inescapável e que o momento é de construção do queremos delas.

— Esse futuro não está escrito. Depende da gente escolher o que vai ser — explica.

Tegmark é autor de mais de 250 publicações, além dos best-sellers “Life 3.0: ser humano na era da inteligência artificial” e “Nosso universo matemático: minha busca pela natureza definitiva da realidade”.

A entrevista ao GLOBO foi feita durante a Cúpula para inovação na educação (Wise, na sigla em inglês) e falou sobre seu maior medo sobre o futuro, empregos que deixarão de existir, transformações escolares, e defendeu que estigmas sociais são mais potentes do que leis para combater abusos da inteligência artificial.

Do que você mais tem medo com a AI?

Não há limite para o que pode acontecer se otimizarmos as máquinas e elas puderem nos superar. Mas imagine, por um momento, o pior líder do mundo controlando AI. Como você se sentiria? Aprendemos com a História as coisas horríveis que acontecem mesmo quando alguns recusam as ordens desses líderes. Então imagine se os seguidores são máquinas que são completamente obedientes...

*O repórter viajou a convite da Wise.