Costa do Marfim condena 22 pessoas por trabalho infantil em plantações de cacau

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(7 mai) Gendarmes abordam criança que secava cacau em vilarejo próximo a Soubré

Vinte e duas pessoas foram condenadas nesta terça-feira a penas de prisão por tráfico de menores nas plantações de cacau da Costa do Marfim, informou à AFP uma autoridade policial.

Cinco pessoas foram condenadas a 20 anos de prisão e outras 17, a cinco, por um tribunal de Soubré, principal zona cacaueira do país africano, segundo o comissário Luc Zaka, subdiretor da polícia. As condenações foram aplicadas após uma operação relâmpago realizada no começo do mês contra o tráfico de menores na região de Soubré, a quinta desse tipo desde 2009 e que mobilizou por dois dias uma centena de agentes de ordem, que recolheram 68 menores.

A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau, dominando mais de 40% do mercado. Mais de 5 milhões de pessoas vivem da sua produção no país, embora mais da metade subsista abaixo da linha de pobreza, motivo que leva com frequência crianças a trabalhar nas plantações.

A pesquisa Norc, da Universidade de Chicago, revelou que havia cerca de 800 mil crianças trabalhando com cacau na Costa do Marfim no período 2018-2019. Muitos desses menores vêm dos vizinhos Burkina Faso ou Mali.

Cerca de 300 pessoas foram condenadas por tráfico de menores entre 2012 e 2020 pela Justiça marfinense, segundo o Comitê Nacional de Vigilância das Ações de Luta contra o Tráfico, Exploração e Trabalho de Menores. Países produtores de cacau e as multinacionais do setor do chocolate enfrentam uma forte pressão envolvendo o trabalho infantil, à medida que os consumidores ocidentais exigem o respeito aos critérios éticos nas plantações.

de/roc/mas/erl/lb

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