Cotada para o Ministério da Saúde, médica disse que Brasil está fazendo 'tudo errado na pandemia'

Paulo Cappelli
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BRASÍLIA - Cotada para assumir o Ministério da Saúde no lugar do general Eduardo Pazuello, que pediu para sair alegando problemas médicos, a médica Ludmilla Hajjar disse, em entrevista publicada há uma semana, que "o Brasil está fazendo tudo errado na pandemia". Ela também condenou o uso de cloroquina, defendido com frequência pelo presidente Jair Bolsonaro como tratamento de Covid-19. Ludhmilla foi sondada por interlocutores de Bolsonaro, que avalia dar a ela o comando da pasta. Ambos devem se encontrar neste domingo ou na segunda-feira.

"Não era nunca para estarmos em crescimento do número de doentes mortos sendo que o mundo todo demonstra uma queda. O Brasil está fazendo tudo errado e está pagando um preço por isso. Hoje temos um número muito pequeno da população vacinada. Isso tudo tem um resultado hoje catastrófico, que estamos, infelizmente, assistindo no nosso dia a dia. O Brasil já deveria estar hoje com cinco ou seis vacinas disponíveis" disse Ludhmila, em entrevista ao Jornal Opção, de Goiás.

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Ela também criticou, de forma veemente, o uso de cloroquina, que não tem comprovação científica para tratamento de Covid-19.

"Sabemos que cloroquina não funciona há muitos meses, que azitromicina não funciona há muitos meses, que ivermectina não funciona há muitos meses. Mas ainda tem esses kits por aí. Tem conselhos que defendem. Tem conselhos que não negam. É uma conjunção de fatores – o não conhecimento e a não adoção de práticas baseadas em evidências científicas – que só coloca a vida das pessoas em risco", afirmou.