Cotado no MEC, Haddad prefere um ministério da área econômica

Haddad disputou o governo de SP nas eleições deste ano, mas foi derrotado nas urnas; petista é cotado para o MEC, mas prefere um ministério da área econômica. (Foto: CAIO GUATELLI/AFP via Getty Images)
Haddad disputou o governo de SP nas eleições deste ano, mas foi derrotado nas urnas; petista é cotado para o MEC, mas prefere um ministério da área econômica. (Foto: CAIO GUATELLI/AFP via Getty Images)
  • Fernando Haddad é cotado para o MEC (Ministério da Educação);

  • Petista, no entanto, prefere assumir uma pasta da área econômica;

  • Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento estão na mira do ex-prefeito de São Paulo.

Apesar de ser cotado para assumir o Ministério da Educação (MEC), Fernando Haddad (PT) prefere assumir o comando de uma pasta da área econômica, como o Ministério da Fazenda ou o Ministério do Planejamento – que deve ser recriado em 2023.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o ex-prefeito de São Paulo, derrotado nas urnas neste ano ao tentar o cargo de governador do estado, fez chegar a informação sobre sua preferência ao presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A justificativa de Haddad é de que ele comandou o MEC durante um longo período e que já cumpriu sua missão com excelência. Ele esteve à frente da pasta entre 2005 e 2012, durante parte dos governos Lula e Dilma Rousseff (PT).

Ainda assim, Haddad se comprometeu a ajudar a montar a equipe de transição que atuará na área de Educação.

No começo do governo de Jair Bolsonaro (PL), as funções do Ministério da Fazenda, do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, e do Trabalho foram concentradas no Ministério da Economia.

Lula estará em Brasília amanhã

Nesta terça-feira (8), o presidente eleito estará no Distrito Federal ao lado do vice, Geraldo Alckmin (PSB), para acompanhar os trabalhos de transição de governo.

A equipe responsável pelo processo ficará instalada no segundo andar do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que já está pronto para recebê-la.

Os trabalhos de transição de governo começam, oficialmente, hoje, a 55 dias da posse do presidente eleito. Uma das principais preocupações da equipe é analisar meios de viabilizar as promessas de campanha de Lula, como manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600, aumento real do salário mínimo e isenção do imposto de renda para até R$ 5 mil. Uma das alternativas pensadas é a criação de uma 'PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição'.