Covas, Boulos, Russomanno e França se dividem em SP entre fé nos padrinhos, cautela e excesso de otimismo

Dimitrius Dantas, Gustavo Schmitt, Sérgio Roxo e Silvia Amorim e
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Arte/Agência O Globo
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SÃO PAULO — Ao votarem neste domingo, os principais candidatos à prefeitura de São Paulo buscaram ressaltar a força de seus padrinhos políticos. Enquanto Bruno Covas chegou com Doria para votar, depois de uma campanha em que o governador ficou escanteado por conta da rejeição dele, Celso Russomanno reforçou o apoio do presidente Jair Bolsonaro. Por sua vez, Guilherme Boulos, com chances de ir para o segundo turno, evitou confrontar a falta de apoio do PT e de Lula nesta reta final. Ele espera contar com um eventual apoio dos petistas caso chegue à próxima etapa. Já o ex-governador Márcio França destacou sua experiência em contraponto ao candidato Guilherme Boulos.

Seguindo o mesmo tom cauteloso da campanha, o prefeito e candidato à reeleição em São Paulo, Bruno Covas, evitou prognósticos sobre a votação no primeiro turno da eleição. Depois de passar a campanha escondendo o governador João Doria, o prefeito foi ao colégio onde vota ao lado do tucano.

— Estou muito feliz, confiante e animado. Agora a população vai decidir o que acontece. Tudo pode acontecer. Quando a gente entra numa eleição tem que estar preparado para qualquer tipo de resultado — afirmou.

Já Celso Russomanno, ao ser indagado se o apoio do presidente Jair Bolsonaro foi o que ele esperava, disse ter considerado importante.

— Fizemos uma campanha com poucos recursos, dentro das nossas possibilidades. Mas estaremos no segundo turno — afirmou ele, acrescentando ainda que o voto da periferia, onde realizou a maior parte de seus atos de campanha, pode fazer diferença a seu favor.

Após votar na manhã deste domingo, o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, evitou comentar a possibilidade de contar com o apoio do ex-presidente Lula e do PT caso passe para o segundo turno.

Mais cedo, ao votar em São Bernardo, Lula havia afirmado que a decisão do PT de não apoiar Boulos em São Paulo havia sido exclusivamente do candidato Jilmar Tatto. Questionado duas vezes sobre o assunto, Boulos desconversou.

— Não vou comentar segundo turno porque isso seria desrespeito com quem está concorrendo — disse Boulos.

Ao chegar ao local, Boulos foi bastante saudado. As pesquisas mostraram que os eleitores típicos da Zona Oeste são os principais apoiadores do candidato do PSOL.

O ex-governador Márcio França (PSB) votou por volta das 10h30 na Escola Ludovina Peixoto, no Itaim Bibi. França destacou sua experiência em contraponto ao candidato Guilherme Boulos. E brincou que o governador João Dória estaria “acendendo velas” para que ele não fosse ao segundo turno.

— A disputa final será com o Bruno e aí abre essa nova etapa. Eles já sabem disso e estão torcendo todo dia. Eu soube que tem muita vela acesa no Palácio dos Bandeirantes para evitar que a gente vá para o segundo turno. — disse o ex-governador.

Veja: Entrevistas do GLOBO com os candidatos à Prefeitura de São Paulo