Covas diz que pandemia está estabilizada em SP e rejeita novas restrições

ISABELA PALHARES
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SÃO PAULO, SP, 19.11.2020 - ELEIÇÕES-2020-SP - O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), toma café na padaria Renascer, na zona leste da capital, durante campanha na manhã desta quinta-feira (19). (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 19.11.2020 - ELEIÇÕES-2020-SP - O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), toma café na padaria Renascer, na zona leste da capital, durante campanha na manhã desta quinta-feira (19). (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito Bruno Covas (PSDB) defendeu nesta quinta-feira (19) que não há motivos para retroceder na flexibilização da quarentena em São Paulo e disse que a pandemia de Covid-19 está estabilizada na cidade.

A gestão municipal afirma que o aumento de internações registrado nas últimas semanas está dentro dos padrões de oscilação da doença. Para Covas, o momento não é de restringir as regras nem de ampliar as liberações.

"Não há nenhum número que indique necessidade de lockdown ou de retroceder na flexibilização que já foi feita. Também não é o momento de ampliar [as autorizações]. Temos um mesmo protocolo a ser respeitado, com a colaboração de todos", disse o prefeito e candidato a reeleição.

Segundo ele, o aumento de internações já tinha sido alertado pela prefeitura há cerca de 35 dias, quando foi divulgado o resultado do último inquérito sorológico na cidade que constatou aumento de casos em pessoas das classes A e B, "o que se reflete agora em maior ocupação de leitos de UTI na rede privada", afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que, na manhã desta quinta-feira, 76% dos leitos de UTI na rede privada estavam ocupados.

Edson Aparecido, secretário de Saúde, também defendeu que a cidade não está vivendo uma segunda onda da pandemia. Para ele, a oscilação registrada está dentro do padrão.

"Ainda estamos no primeiro processo com oscilações constantes, não dá pra dizer que estamos em uma segunda onda. Seguramente, não estamos, já que o que houve em muitos locais do país foi uma estabilização em taxas muito altas", disse.

Apesar de defender que não há necessidade de mudanças no enfrentamento da doença, a prefeitura anunciou a abertura de 200 leitos de enfermaria em três hospitais da cidade -Brasilândia, Parelheiros e Bela Vista Irmã Dulce- para o atendimento de casos leves de coronavírus.

Depois de algumas escolas da capital terem suspendido as aulas presenciais após alta de casos, a prefeitura também manteve as regras de abertura para as instituições de ensino, com a liberação de aulas regulares para o ensino médio e atividades extracurriculares para educação infantil e ensino fundamental.

"Não há necessidade de mudar essa autorização. O que pedimos aos estudantes, sobretudo aos que estão no ensino médio, é que continuem se resguardando, se cuidando para que a gente possa manter as escolas abertas", disse o secretário de Educação, Bruno Caetano.