Covas elogia Marta e Erundina e diz que avalia uma Lava Jato local sugerida por Joice

ARTUR RODRIGUES
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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 15.11.2020 - O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB). (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 15.11.2020 - O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB). (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito Bruno Covas (PSDB) elogiou nesta sexta-feira (20) sua apoiadora Marta Suplicy, a vice de Guilherme Boulos (PSOL), Luiza Erundina (PSOL) e ainda afirmou que avalia pedido de Joice Hasselmann (PSL) para criação de uma Lava Jato local.

Covas fez as declarações declarações em evento de campanha no Siemaco (sindicato que representa trabalhadores de limpeza).

No sábado, o tucano deve participar de evento com Marta, que contará com um carro que lembra o papamóvel, uma vez que está no grupo de risco para coronavírus. Covas elogiou a gestão da aliada, então no PT, adversário histórico do PSDB.

"Eu vou falar do apoio que eu tenho, que é inclusive o governo mais bem avaliado segundo as pesquisas. O segundo governo é o Mario Covas. Vamos visitar as regiões de Grajaú e Parelheiros, onde ela é também muito querida. É uma apoio que muito me honra", disse.

Ele também foi questionado sobre a vice de Boulos, Erundina, para quem já organizou ato de apoio no passado.

A ex-prefeita havia sido condenada a pagar uma multa ao poder público, mas Covas afirmou que ela apenas havia seguido uma orientação que depois foi considerada incorreta. "Respeito muito a história da Luiza Erundina", disse. "Ajudei a coordenar um jnantar de arrecadação para que a gente arrecadasse recursos para pagar essa multa. Eu sigo a orientação do judiciário, mas também sei que a Luiza Erundina e portanto nesse caso foi que ela não se beneficiou".

Joice Hasselmann anunciou apoio a Covas e ele se comprometeu a incluir no seu programa algumas propostas dela.

"Tem um [ponto] que ela insiste muito que estamos analisando de que forma fazer isso que seria uma Lava Jato municipal, estamos vendo de que forma a gente ajuda a montar uma estrutura, não é de emprego público, cargos públicos, mas com pessoas de fora da prefeitura para ajudar a dar uma olhada em todos os contratos", disse.

Questionado sobre por que se unir a alguém que o atacou tão duramente no primeiro turno, Covas afirmou que o segundo turno é um outro momento.

"Se a gente tivesse mais convergência do que divergência, eles teriam apoiado a gente no primeiro turno. No segundo turno é uma outra realidade e portanto eles se identificaram muito mais com a nossa candidatura, apesar de todas essas divergências", disse sobre o apoio de Joice e também de Celso Russomanno (Republicanos).

O prefeito também lamentou a morte de um homem espancado por seguranças num Carrefour de Porto Alegre. Covas disse também que se compromete a incluir negros no seu primeiro escalão, mas citou a superintendente da Guarda Civil Metropolitana, que é uma mulher negra.