Covas formaliza candidatura em SP e defende 'menos polarização' no país

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Bruno Covas votando na convenção do PSDBDivulgação

SÃO PAULO - Em ato que oficializou seu projeto à reeleição pelo PSDB neste sábado, o prefeito Bruno Covas deixou o recado para atores da política nacional de que na capital paulista inicia-se com a sua candidatura a tentativa de construção de uma força política de centro para o país. Covas lidera uma aliança de partidos na eleição municipal que pretende se repetir em plano nacional na disputa presidencial de 2022 como alternativa à polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o PT.

— Eu acredito no diálogo e na união, algo que tem faltado muito na política do nosso país. É preciso menos polarização e mais conversas e consensos a favor das pessoas de São Paulo e do Brasil. Conseguimos muito, mas não tudo. É preciso avançar mais, ir mais longe, romper limites e fazer a diferença. Por isso quero continuar sendo prefeito de São Paulo por mais quatro anos — discursou Covas.

Apesar do aceno, que não deixa de ser um gesto de retribuição ao apoio dez partidos na disputa paulistana, Covas dedicou a maior parte do seu pronunciamento nesta tarde à cidade e seus problemas e desafios. O tucano já avisou os partidos aliados que não tem intenção de transformar seu palanque na eleição deste ano em arena para discutir os problemas do país.

Em entrevista, o candidato à reeleição preferiu colocar a sua campanha como uma tentativa de "retomada do espaço de centro mais do que de um projeto presidencial para 2022 personificado em alguém". O governador de São Paulo, João Doria, tem interesse em ser o candidato apoiado por essa frente ampla liderada por PSDB, DEM e MDB para a Presidência daqui dois anos.

A convenção do PSDB foi on-line. Covas foi escolhido candidato do partido sem ter adversários internos. Ele discursou de um estúdio improvisado na casa de um dirigente do partido na capital paulista. As principais lideranças do PSDB participaram do ato por meio de depoimentos, em sua maioria, gravados, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador Geraldo Alckmin, o governador João Doria, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Também manifestaram apoio ao prefeito dirigentes do DEM, como o deputado Rodrigo Maia e o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.

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