Covas pressionou Doria por reabertura de comércio em SP, diz jornal

(Foto: Getty Images)

A retomada gradual das atividades na cidade de São Paulo foi fruto da pressão do prefeito Bruno Covas sobre o governador João Doria. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Covas relatou a Doria que o fechamento do comércio seria insustentável por mais uma semana, com risco até de “desobediência civil”, conforme circulou em grupos de WhatsApp de gestores. O prefeito, de acordo com o jornal, disse que a capital paulista só teria dois planos: o fechamento total (lockdown) ou a reabertura gradual das atividades.

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O Estado anunciou nesta quarta um plano de reabertura para cada região - com cinco fases e regras diferentes para cada setor da economia. A Grande São Paulo vai manter as atuais restrições, mas a capital terá um nível menos rígido, com lojas de rua e shoppings podendo reabrir.

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A Prefeitura vinha tendo dificuldades com as novas normas para tentar aumentar o isolamento social na cidade. O bloqueio de vias duro dois dias e o megarrodízio foi muito criticado. E as duas medidas não tiveram o efeito desejado.

Apesar dos números da Covid-19 na cidade ainda estarem altos - o número de mortes cresceu 18% na última semana -, técnicos acreditam que é possível evitar o colapso no sistema de saúde. A taxa de ocupação nas UTIs hoje é de 92%, mas prefeitura conta com leitos privados se for necessário.

Pela proposta original do Palácio dos Bandeirantes, São Paulo ficara na área vernelha - com restrições totais. Mas, de acordo com o jornal, a equipe de Covas acredita que com a adesão dos comerciantes ao novo plano, a redução dos índices de isolamento social não irá comprometer o sistema de saúde. Assim, o governo Doria autorizou algumas brechas para a capital paulista.

A partir de agora, Covas, irá recolher assinaturas de representantes do comércio para conseguir apoio a sua proposta sem que precise recuar e voltar a impor restrições.

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