Covid-19: Às vésperas do Natal e do Ano Novo, Rio teve aumento de 64% na procura por vacina nas últimas duas semanas

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Às vésperas do Natal e do Ano Novo, a cidade do Rio teve um aumento de 64% na busca por vacina contra a Covid-19 nas últimas duas semanas, de acordo com a Secretaria municipal de Saúde (SMS). Na semana passada, a média de doses aplicadas por dia foi 14 mil; nesta semana, de 23 mil.

Segundo o titular da pasta, Daniel Soranz, a grande maioria das vacinas ministradas esta semana foi de reforço — em média, 20 mil por dia. Apesar do aumento de procura nos últimos dias, Soranz espera que a movimentação se intensifique.

— É importante tomar a dose de reforço. O crescimento pode ser ainda maior — diz o secretário.

Para incentivar a vacinação, o MetrôRio está dando gratuidade a quem tiver ido ao posto para tomar a dose de reforço da vacina contra a Covid-19. O passageiro deve apresentar comprovante de imunização nas catracas da concessionária para participar da iniciativa.

A campanha “Movimento Estação Vacina” também já vale, desde setembro, para vacinados com a segunda dose. Além da carteirinha, o passageiro deve mostrar ainda um documento de identidade com foto e CPF. A promoção é válida somente para o dia da aplicação da segunda dose ou de reforço.

Na semana passada, a prefeitura do Rio liberou a antecipação da dose de reforço de cinco para até três meses desde a segunda dose. Apesar disso, a busca pela vacina foi baixa nos dias seguintes, tendência que parece ter se revertido na última semana.

Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a médica Isabela Ballalai diz que o intervalo de três meses não tem contraindicações e pode trazer vantagens em termos de proteção coletiva diante da nova cepa.

— Eu entendo, claro, que o Rio está se preparando para o Ano Novo, para o carnaval e para a Ômicron — afirma. — A cidade está buscando já colocar toda a população com a dose de reforço para minimizar o risco de a Ômicron se tornar uma variante prevalente entre nós. Temos dados, como os da própria Pfizer, que apontam que a terceira dose, embora não tenha 100% de eficácia contra a variante, traz uma boa proteção para os quadros graves. O cenário epidemiológico, o risco da nova variante e o fato de as pessoas ainda estarem desprotegidas contra ela são os fatores que devem ter sido mais considerados pelo Rio.

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