Covid-19: Ainda sem data para retomar vacinação de adolescentes, Paes diz que 'maior ansiedade' é terceira dose em idosos

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, revelou, nesta terça-feira, que resolveu "exercer menos pressão, já que terminamos o calendário de vacinação dos adultos, mas é importante que o Ministério da Saúde se mobilize, não pare". Segundo ele, "a maior ansiedade é para a terceira dose da vacina nos idosos". Essa campanha deve ter início em setembro, após a recomendação do comitê científico da prefeitura, nesta segunda-feira. Já a retomada da vacinação em adolescentes ainda ainda não tenha previsão na capital. As doses seriam aplicadas ontem, mas o calendário foi suspenso por falta de imunizantes.

— Estamos muito otimistas. O processo de imunização continua, mas a gente espera avançar. Esta semana eu resolvi exercer menos pressão já que terminamos o calendário de vacinação dos adultos, mas é importante que o Ministério da Saúde se mobilize, não pare. Queremos muito dar a terceira dose para os idosos — disse Paes, na cerimônia de apresentação do projeto do BRT TransBrasil. Desde a primeira dose: veja, em imagens, como a vacinação contra Covid-19 avança no Rio

Esta semana, o calendário de vacinação para a cidade do Rio atinge apenas adolescentes de 12 a 17 anos com algum tipo de deficiência, em razão do atraso na entrega de doses da Pfizer pelo Ministério da Saúde.

Outra garantia do prefeito é a continuidade da aplicação da segunda dose para quem já está com o retorno marcado.

— A princípio, nós temos vacina para os adolescentes com deficiência e para a segunda dose, isso nós vamos garantir sempre. E à medida que as vacinas cheguem, a gente avança nos adolescentes e avançamos nos idosos. Nossa expectativa é começar a dar a dose de reforço para os mais velhos em setembro — diz.

Cenário de preocupação

Em um contexto em que a gradativa queda na proteção conferida pelas vacinas contra a Covid-19 se torna uma preocupação imediata, os números oficiais pintam, aos poucos, um cenário cada vez mais alarmante. No Estado do Rio, a proporção de idosos vacinados com as duas doses do imunizante entre todos os idosos mortos pela Covid-19 mais que quadruplicou em um mês e meio.

Em meados de junho, na semana epidemiológica 24, os imunizados com a injeção de reforço da vacina representaram 7% dos idosos mortos pela doença no estado. Na semana epidemiológica 30, fim de julho, o grupo correspondeu a 30% dos óbitos entre fluminenses com 60 anos ou mais, segundo dados extraídos do sistema de Informações em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES), alimentado pelas notificações do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe)

Diante da nova encruzilhada, enquanto alguns apostam na terceira dose da vacina, os gestores torcem o nariz para uma outra atitude que, segundo especialistas, pode ajudar a salvar vidas: o controle do contágio por meio de restrições.

Em entrevista ao Instituto Fecomércio, na presença do governador Cláudio Castro, o prefeito Eduardo Paes voltou a dizer que pode endurecer as restrições atuais caso a situação epidemiológica da cidade tenha mudanças drásticas, mas que não vê espaço, por enquanto, para medidas “excessivamente restritivas”, e que as ações dos governantes “precisam ser terapêuticas” neste momento.

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