Covid: Anvisa autoriza estudo de nova vacina chinesa no Brasil, que deve ter 12 mil voluntários em ensaio clínico

·3 minuto de leitura
A expectativa é de que ao menos 12 mi voluntários de ensaio clínico sejam brasileiros - Foto: REUTERS/Adriano Machado
A expectativa é de que ao menos 12 mi voluntários de ensaio clínico sejam brasileiros - Foto: REUTERS/Adriano Machado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo ensaio clínico de fase 2 e 3 de uma vacina contra Covid-19. A nova postulante, nomeada como SCB-2019, é desenvolvida pela empresa Sichuan Clover Biopharmaceuticals, Inc, sediada na China.

A autorização foi concedida na última sexta-feira (16) e anuncia nesta segunda-feira (19). O estudo contará com 22 mil voluntários escolhidos entre países da América Latina, China, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Polônia e África do Sul.

Leia também

A expectativa é de que ao menos 12 mi voluntários sejam brasileiros. O ensaio clínico seguirá a praxe: randomizado e controlado por placebo. Ele terá o objetivo de avaliar a eficácia, segurança e a imunogenicidade da vacina. 

"Para esta autorização, a Anvisa analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento dos produtos, incluindo estudos não clínicos in vitro e em animais, bem como dados preliminares de estudos clínicos em andamento. Os resultados obtidos até o momento demonstraram um perfil de segurança aceitável das vacinas candidatas”, afirma a Agência em nota.

Incluindo o da SCB-2019, a Anvisa já autorizou seis estudos de vacina contra a Covid-19:

  • Oxford/Astrazeneca (junho/2020)

  • Sinovac Research & Development Co Ltd/ Butantan (julho)

  • Pfizer/Wyeth (julho/2020)

  • Janssen-Cilag (agosto/2020)

  • Medicago R&D Inc. (abril/2021)

  • Sichuan Clover Biopharmaceuticals, Inc (abril/2021)

País só tem duas vacinas em uso e imunização lenta

Após atraso, Instituto Butantan recebeu, na manhã desta segunda-feira (19), um lote de 3 mil litros do insumo farmacêutico ativo (IFA) da Coronavac - Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
Após atraso, Instituto Butantan recebeu, na manhã desta segunda-feira (19), um lote de 3 mil litros do insumo farmacêutico ativo (IFA) da Coronavac - Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

O Instituto Butantan recebeu na manhã desta segunda-feira um lote de 3 mil litros do insumo farmacêutico ativo (IFA) da CoronaVac, vacina do laboratório chinês Sinovac, que serão suficientes para o envase de 5 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 a serem entregues ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde.

A carga, importada da China, chegou por volta de 6h no aeroporto internacional de Guarulhos. Inicialmente a previsão era de chegada no dia 10 de abril, posteriormente adiada para o dia 14.

Com o atraso na chegada do IFA, causado segundo o Butantan pela demora na autorização de embarque pelas autoridades chinesas, o instituto já anunciou que concluirá apenas no início de maio a primeira parte do contrato com o Ministério da Saúde, que prevê a entrega de um total de 46 milhões de doses da vacina, inicialmente prevista para o dia 30 de abril. Até o momento o Butantan entregou 40,7 milhões de doses da CoronaVac ao PNI.

Mesmo com o atraso na chegada do IFA, e o consequente impacto nas entregas previstas para o PNI, a CoronaVac responde pela esmagadora maioria das vacinas contra Covid-19 sendo atualmente aplicadas no Brasil, já que o envase da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, que está sendo feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao governo federal, está atrasado.

***Com informações da Reuters

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos