Covid-19 atinge mais de mil alunos no primeiro mês de volta às aulas em SP

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*ARQUIVO* RECIFE/PE - 06/05/2021 - catador de reciclaveis  - Sebastião Duque - fotos internas e de sala de aula da escola Nova Esperanca (Foto: Leo Caldas/Folhapress)
*ARQUIVO* RECIFE/PE - 06/05/2021 - catador de reciclaveis - Sebastião Duque - fotos internas e de sala de aula da escola Nova Esperanca (Foto: Leo Caldas/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As escolas estaduais de São Paulo registraram 1.748 de casos prováveis de coronavírus no sistema educacional, entre os dias 2 e 31 de agosto. Desse total, 1.040 são de supostos contágios de alunos no período. A gestão João Doria (PSDB) deixou de contar os casos confirmados de Covid-19 na rede estadual de ensino e considera como "casos prováveis" de infecção.

O estado aponta 651 funcionários e mais 57 trabalhadores terceirizados como prováveis contaminados, segundo dados da Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para a Covid-19 (Simed) criado pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.

No total, foram 4.519 notificações de novos casos de Covid-19 no estado, sendo que 1.541 foram descartados; 69 foram considerados inconclusivos; e outros 1.161 ainda estão em investigação.

O estado possui 3,5 milhões de alunos apenas na rede estadual. Questionada, a prefeitura de São Paulo não divulgou o número de casos de nas escolas municipais. Em nota, disse apenas que a Secretaria Municipal de Educação segue as recomendações das autoridades de Saúde.

Na capital, estão matriculados 1.480.257 de alunos. Cerca de 675.9 mil estudantes estão na rede municipal, 565.8 mil, na estadual e 238,4 mil na rede privada.

Também em nota, a secretaria estadual disse que que as informações das escolas estaduais são apenas notificações e que a classificação final sobre um determinado caso cabe à Saúde.

A pasta disse ainda que o retorno presencial para as escolas está ocorrendo desde setembro do ano passado e que a decisão para essa retomada está embasada em experiências internacionais e em pesquisas que evidenciam que, seguindo os protocolos sanitários, é possível ter aulas presenciais com segurança.

Ainda de acordo com a nota, a a pasta disse que as escolas estaduais já receberam R$ 25 milhões em verba do Programa Dinheiro Direto na Escola para aquisição dos itens de proteção como máscaras.

O médico infectologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo João Prats disse que não vê problemas em voltar com as aulas presenciais tanto nos ensinos fundamental e médio, como em creches. “Realmente pode ter risco de novos casos, mas é bem pequeno”, ressaltou.

Segundo Prats, crianças e adolescentes dificilmente pegam Covid e quando acontece geralmente é de casos leves, a não ser que já tenham alguma comorbidade. “No entanto, caso sejam infectadas, elas podem não desenvolver a forma grave, mas podem passar o vírus para os pais e avós”, lembrou.

Para evitar contágios, Prats disse que o melhor a fazer e manter o controle e os protocolos rígidos. Ele sugeriu também que se faça triagem para identificar alguém com problema e testes rápidos em suspeitos de contaminação. “É importante também que os pais sejam os primeiros a identificar se há problemas com a criança e em caso de dúvida não mandar para escola”, enfatizou

Outra medida para evitar novos contágios é criar cuidados específicos nas aulas, com grupos pequenos no momento de recreação e de alimentação. “A volta às aulas não é um problema, mas tem de redobrar a atenção para qualquer faixa etária”, disse. “Agora é o momento de identificar rápido quem está doente, isolar e cuidar”, finalizou.

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