Covid-19: Aumento de testes RT-PCR na rede pública sobrecarrega laboratório central do governo do RJ

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RIO — Consequência da explosão de casos de Covid-19 causada pela circulação da variante Ômicron, o aumento no número de testes RT-PCR realizados na rede pública de saúde do Rio de Janeiro sobrecarregou o Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ), instituição vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES) responsável pela análise das amostras. Na semana passada, o Lacen-RJ processou 7.110 exames, acima da capacidade do laboratório, que é de 7 mil exames por semana, informa a SES. Os efeitos da nova onda de casos também se refletiram na rede particular de laboratórios, onde a espera por um laudo de exame RT-PCR saltou de aproximadamente 24h para até cinco dias.

A maioria das porções de material genético analisadas pelo Lacen é da capital, onde a população trava uma corrida por testes. Nos pontos de testagem instalados no município, os exames oferecidos são de antígeno; o RT-PCR é reservado a quem tem sintomas da doença mas apresentou resultado negativo no teste antígeno, para evitar falsos-negativos.

A demanda do Lacen-RJ vem aumentando rapidamente. Na semana de 27 de dezembro a 3 de janeiro, o laboratório processou 5.454 testes; na semana seguinte, de 4 a 10 de janeiro, foram 7.110 exames — um aumento de 30%.

E a sobrecarga não deve acabar tão cedo: em janeiro, até esta segunda-feira, a cidade do Rio enviou 14.167 amostras para processamento no Lacen-RJ, praticamente o dobro dos exames processados por enquanto. Segundo a Secretaria municipal de Saúde (SMS), 12.874 testes também foram enviados à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a outra instituição pública responsável pela análise dos exames de RT-PCR realizados na rede municipal.

Nesta segunda-feira, o Rio de Janeiro registrou cenas de confusão na procura por testes de Covid-19. O sistema elaborado pela SES para o agendamento do exame em seus nove pontos de testagem apresentou falhas e foi retirado do ar. A plataforma marcou mais testes do que a capacidade de atendimento prevista, segundo a secretaria. Na UPA da Tijuca, na Zona Norte do Rio, uma longa fila se formou durante a manhã, com aglomeração e tempo de espera prolongado.

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