Covid-19 avança entre os mais jovens, e cresce o risco de contágio dentro de casa: 'Passei para minha mãe e irmão', conta rapaz

Felipe Grinberg, Rafael Galdo e Vera Araújo
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A festa acontecia numa rua fechada da Zona Norte do Rio. Em meio à aglomeração, entre um copo de cerveja e outro, o designer Rafael (nome fictício), de 23 anos, aproveitava a companhia de amigos. Não demorou para a conta chegar. No fim de novembro, o rapaz começou a sentir cansaço, dores de cabeça, febre e, depois, perdeu o olfato e o paladar. Era Covid-19, que logo também faria sua família adoecer, reproduzindo um fenômeno observado por profissionais que atuam no combate ao coronavírus: neste novo avanço da pandemia pelo país, o perfil dos infectados e até dos internados está mais jovem. E muitos deles têm levado o vírus para dentro de casa.

— Passei Covid para minha mãe e meu irmão. O sentimento de culpa bateu forte. Algumas escolhas podem sacrificar muito mais do que alguns meses de vida — diz Rafael, que, por vezes, se pegava ofegante de ansiedade, receoso com a saúde de sua mãe. — Ela teve cansaço e febre. Meu irmão, de 27, ficou pior e chegou a desmaiar. Foi horrível.

Apesar de um retardo no registro de informações nos bancos de dados, esse "rejuvenescimento" da doença já aparece nos números, segundo especialistas, como a ponta de um iceberg, num momento em que circulam novas variantes do coronavírus. O GLOBO analisou cerca de 26 milhões de casos leves a moderados de Síndrome Gripal divulgados pelo Ministério da Saúde até terça-feira passada. E, mesmo ainda sem a base de março, verificou que, em 11 estados, entre eles o Rio, cresceu a proporção de pessoas de 20 a 39 anos com suspeita do coronavírus.

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